Pato Branco

Valor da cesta básica tem queda de quase 7% em Pato Branco

O preço do feijão preto caiu 12,27% em agosto, em Pato Branco (Foto: Helmuth Kühl)

O valor da cesta básica de alimentação teve uma queda de 6,93% no mês de agosto, em Pato Branco, o que representa em termos monetários redução de R$ 22,08 no preço. Assim, o gasto com a alimentação básica no mês passado foi de R$ 296,33.

Trata-se da maior queda do ano. Dos 13 produtos que compõem a cesta, 9 apresentaram baixas e 4 apresentaram altas de preços. A alta de maior relevância ocorreu no preço do café (1,94%). As reduções mais importantes ocorreram nos preços do tomate (-32,91%), do feijão (-12,27%), do leite (-8,46%), da banana (-7,86%) e do pão (-4,15%). O resultado final foi uma queda percentual de (-6,93%) e monetária de (R$ 22,08).

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (12), pelo GEPEAD (Grupo de Estudos e Pesquisa Economia, Agricultura e Desenvolvimento) do curso de Ciências Econômicas da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), de Francisco Beltrão.

O grupo – que é coordenado pela professora Roselaine Navarro Barrinha, da Unioeste, e tem colaboração dos professores Nelito Antonio Zanmaria, de Pato Branco, e Sérgio Luiz Kunh, de Dois Vizinhos – realiza todos os meses a pesquisa “Determinação Mensal do Custo da Cesta Básica de Alimentação” nos três municípios economicamente mais expressivos do Sudoeste do Paraná: Pato Branco, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão.

No sudoeste do Paraná

Em Francisco Beltrão, a queda no valor gasto em agosto com a cesta de alimentação básica em termos percentuais ficou em 5,84%, e em termos monetários em R$ 19,13. Em agosto, o gasto em moeda corrente com a alimentação básica foi de R$ 308,64.

Dos 13 produtos que compõem a cesta, 8 apresentaram baixa e 5 alta de preços. As altas de maior importância ocorreram nos preços do pão (6,51%) e do feijão (2,84%). As reduções de maior significância ocorreram nos preços do tomate (-31,06%), da batata (-26,80%), da banana (-17,14%), do leite (-3,87%) e da carne (-3,59%).

Em Dois Vizinhos, a queda em termos percentuais foi de -2,67%, e em termos monetários R$ 8,56. O valor gasto em moeda corrente com a cesta de alimentação foi de R$ 312,15.

Dos 13 produtos que compõem a cesta, 12 apresentaram baixa e 1 alta de preços. A única alta ocorreu no preço do pão (7,82%). Dos 12 produtos cujos preços caíram, os que merecem maior ênfase em face da sua participação percentual na composição do valor monetário da cesta são: o leite (-10,81%), a batata (-11,55%), o tomate (-3,40%) e a carne (-2,79%).

No Brasil

A pesquisa de preços da cesta básica realizada mensalmente no país pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apontou que das 24 capitais pesquisadas 21 apresentaram redução no valor monetário da cesta básica de alimentação e 3 elevação no valor.

As quedas mais substanciais ocorreram em Campo Grande (-7,09%), Salvador (-7,05%) e Natal (-6,15%). As elevações ocorreram em Goiânia, Maceió e Boa Vista, todas inferiores a (1,5%). Porto Alegre foi a capital com o maior valor (R$ 445,76), seguida por São Paulo (R$ 431,66) e Florianópolis (R$ 426,30). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 332,10), Natal (R$ 336,12) e Recife (R$ 340,54).

Dieese

O boletim de agosto do Dieese destacou a predominância na queda dos preços do óleo, do açúcar cristal, do tomate, do feijão, do leite e da carne bovina de primeira. Segundo os pesquisadores locais, nos municípios do sudoeste onde se efetiva a pesquisa da cesta básica de alimentação, seguiu-se o mesmo comportamento para os referidos produtos, à exceção do feijão e do óleo, em Francisco Beltrão.

Óleo de soja

Os pesquisadores do GEPEAD apontaram que para o Dieese, a elevação ocorrida em agosto no preço do óleo de soja, em todas as capitais, se deve especialmente a “expectativa da alta safra norte americana”, o que, apesar da “elevada demanda interna e das exportações”, contribuiu para a retração do preço.

Açúcar cristal

O açúcar cristal, por sua vez, teve queda de preço em 22 das 24 capitais pesquisadas pelo Dieese. Tal alta deve ser atribuída à elevada oferta em face do período da safra e à desvalorização ocorrida no preço do produto no mercado internacional. “No sudoeste, todos os três municípios pesquisados apresentaram redução de preço”, disseram os pesquisadores.

Tomate

O tomate também apresentou queda de preço nas 21 das 24 capitais pesquisadas pelos Dieese e também nos municípios do sudoeste onde a Unioeste realiza a pesquisa. “Tal comportamento se atribui necessariamente à elevada oferta do produto em face da safra, o que provocou a queda do preço no varejo”.

Feijão

O preço do feijão preto, cuja pesquisa é feita nas capitais do sul, no Rio de Janeiro e em Vitória (Espírito Santo), apresentou redução de preço em todas as referidas localidades. Tal comportamento se repetiu para dois dos três municípios pesquisados no sudoeste. “No caso do feijão carioquinha, cujo preço é coletado nas demais capitais pelo Dieese, o comportamento do preço também foi de queda. Para o Dieese, a redução ocorrida está atrelada à ‘normalização da oferta do tipo carioquinha e à importação do feijão preto, o que contribuiu para o abastecimento do mercado interno’”, explicaram os pesquisadores.

Carne vermelha

A carne de primeira teve redução de preço em 20 das 24 capitais e também nos três municípios do sudoeste onde se efetua a pesquisa. “Tal redução, vale destacar, ocorreu apesar da ‘redução ocorrida na oferta do boi para o abate e do aumento dos preços ofertados pelos produtores’. Nesse sentido, pode-se falar que a demanda mais retraída segue sendo um fator importante na explicação do comportamento do preço da carne bovina de primeira”.

Leite

O leite, tal como a carne, apresentou queda de preço em 20 das 24 capitais pesquisadas pelo Dieese e também nos municípios do sudoeste. Segundo os pesquisadores, tal comportamento se explica pela elevação da oferta associada à retração da demanda.