Pato Branco

Valor da cesta básica aumenta em Pato Branco

A batata foi o item com a maior queda de preço, atingindo o índice de 17,76% em julho, em comparação a junho. Já a carne bovina teve a maior alta, com aumento de 6,80%
A carne bovina teve a maior alta de preço, com aumento de 6,80% em julho comparado ao mês de junho (Foto: Helmuth Kühl)

O valor gasto com a cesta básica de alimentação em julho foi maior em Pato Branco, se comparado a junho. Nos outros dois municípios economicamente mais significativos do sudoeste do Paraná, Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, o valor gasto foi menor.

Segundo a pesquisa realizada mensalmente pelo Grupo de Pesquisa Economia, Agricultura e Desenvolvimento (GPEAD), do curso de Ciências Econômicas da Unioeste, de Francisco Beltrão, em Pato Branco, o aumento percentual foi de 0,79%, cujo quantum gasto para a aquisição da cesta foi de R$ 300,11, ou seja, R$ 2,34 a mais que no mês de junho.

A pesquisa é realizada sob a coordenadora da professora Roselaine Navarro Barrinha, da Unioeste, e tem colaboração do economista Nelito Antonio Zanmaria, de Pato Branco, e do professor Sérgio Luiz Kunh, de Dois Vizinhos.

Apresentando queda no preço, em Dois Vizinhos o percentual registrado foi de -2,52%, cujo valor gasto com a cesta foi de R$ 328,01, ou seja, R$ 8,49 a menos que em junho; e em Francisco Beltrão, foi de -2,43%, cujo valor gasto foi de R$ 305,98, ou seja, R$ 4,55 a menos que no mês anterior.

Análise dos preços

De acordo com os pesquisadores do GPEAD, os resultados verificados em Dois Vizinhos e em Francisco Beltrão seguiram o comportamento predominante na pesquisa nacional da cesta básica de alimentação, realizada mensalmente no país pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos, que indicou queda em 19 das 20 capitais pesquisadas.

As quedas mais substanciais ocorreram em Cuiabá (-8,67%), São Luís (-6,14%) e Brasília (-5,49%). A única alta ocorreu em Goiânia (0,16%). Em julho, a cesta de maior valor monetário médio foi a de São Paulo (R$ 437,42), seguida por Porto Alegre (R$ 435,02) e Rio de Janeiro (R$ 421,89). A cesta de menor valor foi a de Salvador (R$ 321,62).

Produtos

Em Pato Branco, dos 13 produtos pesquisados, cinco tiveram elevação de preço, sete apresentaram queda e um teve manutenção no valor. A alta mais importante foi a ocorrida no preço da carne vermelha de primeira (6,80%). As quedas mais relevantes se deram na batata (-17,76%), na banana (-14,93%) e no tomate (-14,79%). O resultado final foi um aumento percentual de -0,79% e monetário de R$ 2,34.

Em Dois Vizinhos, sete produtos apresentaram alta, cinco tiveram queda e um praticamente teve a manutenção no preço. As altas de maior significância foram no arroz (12,18%) e no feijão (2,20%). As retrações de maior importância ocorreram nos preços da batata (-25,06%), do tomate (-8,02%), do café (-3,01%) e da carne (-2,54%). O resultado final foi a redução percentual de -2,52% e monetária de (R$ 8,49).

Em Francisco Beltrão, seis produtos apresentaram alta, seis tiveram queda e um registrou a manutenção no preço. As altas de maior expressão foram no arroz (9,10%) e no feijão (4,36%). As reduções de maior expressão foram na batata (-19,59%), no tomate (-17,41%) e na carne vermelha de primeira (-3,00%). O resultado final foi a queda percentual de -2,43% e monetária de R$ -4,55.

No país

De acordo com o Dieese, os produtos que em julho apresentaram predominância de alta de preços foram o leite integral, a farinha de trigo, o pão francês e o arroz agulhinha. Já os produtos cuja predominância foi de redução foram o tomate, a batata, a banana e a carne bovina de primeira.

Leite integral

A alta no preço do leite integral segue sendo explicada pela oferta restrita em face da extensão da entressafra no Sudeste e no Centro Oeste do Brasil, além do “atraso nas pastagens de inverno no Sul”.

Farinha de trigo e pão francês

Com relação ao aumento ocorrido tanto no preço da farinha de trigo quanto no do pão francês, são explicados pelo encarecimento na importação do trigo em face do aumento no valor do dólar frente ao real. Também, devido às expectativas de redução na produção de tal produto diante das condições adversas do clima no Sul do país, como destacou o Dieese em seu boletim mensal.

Batata, banana e tomate

Por sua vez, as reduções ocorridas nos preços da batata, da banana e do tomate advêm do aumento da oferta do produto.

 

 

 

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