Paraná

Vacinação contra febre aftosa segue até 31 de maio

(Foto: Arquivo AEN)

Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), como área livre de aftosa com vacinação desde 2000, o Paraná, vive neste mês de maio, um período descrito como importante para o próximo passo da pecuária estadual.

Tudo porque, após uma longa caminhada para a suspensão da vacina contra a febre aftosa, o estado que ao seguir o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), esta deve ser a última campanha de vacinação do rebanho estadual.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) avaliou, após duas auditorias no serviço veterinário oficial do estado, que existe condições de suspender a vacinação e buscar o status de livre sem vacinação.

Por enquanto, a vacinação iniciou em 1º de maio, e segue até o último dia do mês, e torna obrigatória a vacinação de animais de zero a 24 meses, tanto bovinos como bubalinos. Em todo o Estado, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), estima que serão vacinados 4,1 milhões de cabeças.

E ainda, os produtores precisam comprovar a vacinação pela internet, no site www.adapar.pr.gov.br, ou presencialmente, nas unidades da Adapar.

Esta campanha, também é marcada pela alteração na dose que vem sendo aplicada nos animais. Antes era 5 milímetros, agora 2 milímetros, independente de peso e tamanho do animal.

Para a chefe do escritório de Pato Branco, da Secretaria Estadual de Agricultura do Paraná (Seab-PR), Leunira Viganó Tesser, este é um momento de sensibilização quanto à necessidade de vacinação dos animais. “É um trabalho de conscientização para que realmente o rebanho seja vacinado”, pontua a chefe da unidade Seab em Pato Branco, falando que para que ocorra o status livre sem vacinação, o reconhecimento por parte do Ministério [Agricultura] e também da OIE, é preciso que alguns protocolos sejam seguidos, dentre eles a vacinação de zero a 2 anos de idade.

Segundo Leunira, a partir de setembro, o rebanho vai passar por testes de sorologia, com o objetivo de contatar a imunidade dos animais. “Existe ainda uma certa resistência por alguns produtores, — no sentido de não vacinar, ou por achar que não precisa, uma vez que vamos parar de vacinar —, mas precisamos que o rebanho de até 24 meses seja vacinado”, afirma a médica veterinária, buscando a conscientização dos produtores.

Os produtores que não cumprirem a obrigatoriedade poderão ser autuados. A não vacinação ou não comprovação implica em multa, definida conforme a quantidade de animais. O valor-base segue a Unidade Padrão Fiscal do Paraná (UPF), que chegou ao valor de R$ 102,49 em abril de 2019 e deve ter reajuste em maio.

Sudoeste

Leunira descreve o Sudoeste como “uma região diferenciada do Estado”. A afirmação tem ligação ao fato da distribuição de terras na região, onde predominantemente as propriedades são de pequeno a médio porte, e em muitas delas existe a presença de bovinos e bubalinos.

“É mais trabalhoso, pois temos um número grande de propriedades, com poucos animais em cada propriedade”, diz a chefe da Seab Pato Branco, pontuando ao mesmo tempo que “nas últimas vacinações, o Sudoeste, e em especial o núcleo de Pato Branco, bons resultados foram obtidos”, dizendo-se assim otimista para a esta campanha.

O que muda sem vacinação

Com a suspensão de vacinação e a declaração de área livre de aftosa sem vacinação, algumas mudanças passam ser vislumbradas, principalmente no trânsito interestadual de animais de produção, a exemplo da proibição do ingresso de animais vacinados no Estado.

Desta forma, todas as alterações devem ser comunicadas estrategicamente, antes de encerrar a campanha de vacinação de maio, a toda a sociedade, em especial aos agentes ligados ao agronegócio.

Classificados