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Trégua entre EUA e China não deve beneficiar moedas de países emergentes

O encontro entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, no encontro do G20, resultou em uma trégua que servirá para reiniciar as negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos, mas que não deve beneficiar moedas de países emergentes, avalia em relatório o chefe de estratégia para mercados emergentes do Société Generale, Jason Daw.

"É pouco provável que moedas de países emergentes sejam beneficiadas porque não há muitos detalhes sobre o encontro a não ser o otimismo de Trump e comentários positivos da China", diz o relatório.

Segundo a análise do Société Générale, no câmbio, os principais impulsionadores das moedas emergentes têm sido crescimento e liquidez. Para a instituição, baixas taxas podem impedir uma fraqueza significativa da moeda por mais algum tempo, mas se o delta da atividade econômica permanecer negativo, o crescimento deve, em última análise, vencer a disputa com a liquidez.

"Um acordo bilateral não está mais perto do que antes do encontro, pois ainda há obstáculos significativos a serem superados", disse o executivo, citando, como exemplo, a questão da Huawei, gigante chinesa de telecomunicações, e a imposição de tarifas sobre produtos chineses por parte dos Estados Unidos.

"Crises na economia americana e também na economia chinesa indicam que ambos os países encontrarão um terreno comum para acabar com as hostilidades comerciais, mas se ambas as partes continuarem a abordar a discussão de uma perspectiva ideológica e de uma posição de força, uma solução pode ser difícil de alcançar", ressalta Daw.

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