Segurança

Sinclapol reivindica que Depen assuma carceragem da 5ª SDP

Evandro Baroto e Elza disseram que policiais civis não tem a atribuição de cuidar de presos (Foto: Divulgação)

Após a rebelião da última sexta-feira (25), representantes do Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná) fizeram uma visita nesta terça-feira (29) na 5ª SDP (Subdivisão Policial) de Pato Branco para verificar a situação dos policiais civis. Eles constataram o desvio de função, pois alguns investigadores estão fazendo o trabalho de carcereiro, que é atribuição do Depen (Departamento Penitenciário) do Paraná.

Evandro dos Santos Baroto, diretor jurídico do Sinclapol, informou que um policial civil sofreu uma lesão durante a rebelião e disse que a carceragem anexa a 5ª SDP é uma cadeia pública e não é de responsabilidade da Polícia Civil e sim do Depen. Com isso, se coloca à disposição dos policiais civis para sanar qualquer problema de desvio de atribuição. “Lamentavelmente, nós temos hoje 9.000 presos lotados em delegacias do Paraná de forma irregular. A Lei de Execuções Penais não atribui a Polícia Civil cuidar de presos. Este desvio de função traz um custo muito grande para a comunidade paranaense, pois inibe as investigações. O cidadão paga através de tributos um serviço que não é prestado com excelência”, destacou.

Baroto acrescentou que lamentavelmente tem uma demanda muito grande de policiais civis cuidado de presos, que prejudica muito a investigação, pois deixa de existir num período muito grande trazendo esse prejuízo à sociedade e comunidade local. Com isso, a reivindicação para o Depen assumir o setor de carceragem da 5ª SDP.

Com relação à retirada da cadeia pública do centro de Pato Branco, Baroto disse que o Sinclapol poder pleitear junto ao Ministério Público local e o Poder Judiciário que tome as devidas providências e comunique o governo do Estado para que seja elaborado um plano de construções de penitenciárias em locais adequados. “Não é um local adequado ter uma cadeia pública no centro da cidade, colocando em risco a comunidade. Imagine se mais de 200 presos saem em fuga, quantas vidas vão ser atropeladas neste momento. Não é local adequado e a Lei de Execuções Penais tem formas rígidas da manutenção desses presos, além de não ajudar na ressocialização. O preso entra ruim e sair pior”, completou.

A escrivã Elza Luiza Pfaffenzeller, que é suplente em Pato Branco do delegado sindical Hideraldo Luís Costa, afirmou que como faz plantões na 5ª SDP sente todos os dias a situação de que a delegacia trabalha em função de presos. “Muita coisa se deixa de fazer na investigação, na conclusão e apuração de crimes em razão de que tem que cuidar de presos com excesso de pessoas onde tem vaga somente para 44. No dia da rebelião tinha 209 detentos e já se previa que isso poderia acontecer porque estava realmente lotado”, concluiu.