Pato Branco

Recém-nascido morre afogado em Pato Branco

O Samu orienta sobre procedimento adequado para a situações de afogamento e engasgamento de bebês

Um recém-nascido morreu afogado na manhã da quarta-feira (12), em Pato Branco. O menino de dois dias de vida, foi socorrido pelos pais que buscaram auxílio na guarnição do Corpo de Bombeiros no bairro Alvorada, contudo, os profissionais não estavam no local no momento.

As primeiras manobras na tentativa de reanimar o bebê foram realizadas por professoras de Escola Municipal Alvorada, que também acionaram a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Ao chegarem no local para o atendimento, a equipe do Samu também realizou as manobras recomendadas para esse tipo de situação, contudo, não foi possível salvar a vida do bebê que chegou a ser encaminhado para a UPA 24h.

Corpo de Bombeiros

No final da manhã de quarta, o subcomandante do 2º Subgrupamento de Bombeiros Independentes (SGBI), capitão Genuíno Dalponte disse ao Diário do Sudoeste que “a viatura do [posto dos Bombeiros] do Alvorada estava empenhada em outra situação.”

Dalponte explicou ainda que a estrutura da zona Sul é composta exclusivamente de uma guarnição, portanto, se a equipe se desloca para qualquer situação, o posto fica sem suporte.


Procedimento recomendado

Ainda emocionados com o falecimento do bebê, na tarde de ontem, o Núcleo de Educação do Samu Sudoeste, voltou a apresentar recomendações tidas como essenciais para ocorrências como a registrada na parte da manhã.

O médico pediatra, responsável pela Central de Regulação e pelo Núcleo de Educação, André Morrone disse que “manter a calma” é fundamental em ocorrências como a de ontem.

Morrone também revelou que engasgamento, ou afogamento de bebês são bastante comuns, contudo, o que registro mais recente é tido como uma fatalidade, uma vez que na maioria das vezes a situação é revertida.

O médico afirma que as manobras a serem feitas são simples. Ele relata que a primeira mediada a ser tomada é a estimulação com tapinhas na sola do pé, o que deve resultar em uma reação do bebê.

Em não havendo uma reação, a pessoa que vai realizar o procedimento, sentada e com o bebê de barriga para baixo, apoiado no antebraço, que fica escorado na perna, realiza com a mão aberta cinco “pancadas” na região dorsal.

Após isso, gira a criança passando para a outra perna, abre a via aérea para ver se foi expelido algum corpo estranho, caso não tenha acontecido, deve ser realizado cinco compressões torácicas. Se não foi observada nenhuma reação, o primeiro procedimento deve ser repetido, assim suscetivelmente.

Havendo a reanimação, o recomendado é que o adulto acolha o bebê até a chegada da equipe de atendimento.

Morrone também explicou o procedimento que deve ser adotado, em caso de parada cardiorrespiratória. Que exigem compressões intermitentes no peito do bebê até que ele se mova, ou chegue socorro.



 

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