Segurança

Presa quadrilha que comprava imóveis com dinheiro de tráfico

["Dinheiro e drogas que foram aprendidas durante a opera\u00e7\u00e3o "] (Foto: Divulgação)

Vinte pessoas de uma quadrilha de tráfico de drogas que atuava em Curitiba e Região Metropolitana foram presas nesta semana na Operação Regresso, deflagrada pela Divisão de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil do Paraná. Foram cumpridos 43 mandados judiciais, sendo 16 de prisão preventiva e outros 26 de busca e apreensão. Outras quatro pessoas foram detidas em flagrante. Durante a investigação, os policiais da Denarc identificaram pelo menos sete imóveis, avaliados em mais de R$ 2,5 milhões, que estão em nome de Fábio Sidney Ribeiro Leitão, apontado como o chefe da quadrilha, e sua mulher.

Na operação foram apreendidos celulares usados pela quadrilha, porções de cocaína, crack e maconha, além de um simulacro (réplica de uma arma), documentos bancários e R$ 3 mil. Os policiais apreenderam ainda uma submetralhadora artesanal na casa de um dos alvos da operação. O dinheiro estava escondido na casa da mulher de Fábio Sidney Ribeiro Leitão, vulgo Herman, que está preso na Penitenciária Estadual de Piraquara e, de lá, comandava a ação da organização criminosa.

Os policiais civis, com o apoio do Setor de Operações Especiais (SOE) do Departamento Penitenciário do Paraná, cumpriram o mandado de prisão contra “Herman” e um de busca e apreensão na cela dele. Ele tem passagem pela polícia pelos crimes de tráfico, associação ao tráfico, fuga, desacato e roubo. Um veículo modelo Siena também foi apreendido. “A suspeita é que este carro tenha sido comprado com dinheiro obtido de forma ilícita, através do tráfico de drogas”, explicou a delegada Camila Ceconello, responsável pela operação.

A investigação, que durou pouco mais de cinco meses, mostrou que a organização criminosa usava o dinheiro arrecadado com a venda de drogas para comprar imóveis. Por determinação judicial, todos os bens foram bloqueados. O casal já tinha sido preso em 2013 pelos mesmos crimes. Ele comandando o tráfico de dentro do presídio e ela diretamente com a venda de drogas nas ruas. E esta reincidência foi o motivo da operação ser batizada como “Regresso”.

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