Pato Branco

Preço do tomate sob 56,31% e contribui para elevação no valor da cesta básica

Preço alto do tomate se deve à baixa qualidade, por causa das condições climáticas (Foto: Arquivo/Diário do Sudoeste)

Em Pato Branco, a cesta básica de alimentação do mês de junho teve aumento de 6,80%, atingindo o valor de R$ 367,48. No entanto, apenas cinco produtos da cesta apresentaram alta no preço: café (0,93%), trigo (2,78%), batata (48%), tomate (56,31%) e pão (4,39%). Mas foi suficiente para que, com o aumento bastante significativo nos preços do tomate e da batata, elevassem o preço total da cesta.

Ainda, oito produtos tiveram redução no preço: arroz (-1,37%), feijão (-9,15%), margarina (-7,31%), açúcar (-0,99%), banana (-20,57%), óleo de soja (-2,28%), leite (-2,79%) e carne (-1,51%).

As informações foram divulgadas pelos pesquisadores do Grupo de Pesquisa Economia, Agricultura e Desenvolvimento (GPEAD), do curso de Ciências Econômicas da Unioeste, de Francisco Beltrão, que realiza mensalmente a pesquisa em Pato Branco, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão, os três municípios economicamente mais expressivos do Sudoeste, e também em Cascavel, na região oeste do Estado.

Aliás, o valor da cesta, no mês passado, também aumentou em Dois Vizinhos (2,40%) e em Beltrão (1,15%), atingindo os preços de R$ 380,31 e R$ 365,97, respectivamente.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza a pesquisa mensal nas capitais brasileiras. Em junho, a pesquisa foi realizada em 17 capitais e apontou redução no valor da cesta em 10 capitais e redução em 7, segundo informações divulgadas à imprensa.

Brasília, Aracajú e Recife tiveram as reduções mais substanciais. Por outro lado, as altas mais significativas foram no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Campo Grande.

Análise

Na pesquisa realizada pelo Dieese, o feijão (tipo carioquinha e preto), o café em pó e a banana (caturra ou nanica e prata) apresentaram queda de preço na maioria das capitais pesquisadas. Já nos três municípios do Sudoeste do Paraná, o feijão e a banana seguiram o mesmo comportamento observado pela pesquisa do Dieese. O café, no entanto, contrariou tal resultado, tendo apresentado alta nos três municípios, ainda que inferiores a 1%.

O GPEAD explicou que, para o Dieese, a queda ocorrida tanto no preço do feijão quanto no do café se deve à ampliação da oferta em face da colheita – apesar do mercado externo aquecido no caso do café. A banana, por sua vez, teve sua queda de preço justificada pela redução da demanda.

Com relação aos produtos que tiveram comportamento de alta destacam-se o leite integral, o arroz do tipo agulhinha parbolizado e o açúcar do tipo cristal. Em Pato Branco, contudo, esses produtos apresentaram redução de preços.

Como informou o Dieese, o preço do arroz e do leite se elevaram em junho devido à restrição de oferta, que no caso do leite se deve à entressafra. O arroz, por sua vez, teve sua oferta reduzida por conta da decisão dos produtores de segurarem o produto objetivando conseguir um melhor preço junto às beneficiadoras.

Por fim, a elevação no preço do açúcar em junho ocorreu apesar do “bom desempenho da safra de cana”, o que se deve à “decisão das usinas em manter o patamar de preços comercializados em alta, apesar da fraca demanda”.

O GPEAD destacou que de forma particular, no sudoeste do Paraná, os produtos que apresentaram comportamento de alta e que, de forma significativa contribuíram para a elevação no preço da cesta básica de alimentação em junho foram, notadamente, a batata do tipo monalisa e o tomate graúdo, além da carne – em Francisco Beltrão, especificamente.

A alta do preço da batata e do tomate se devem à baixa qualidade do produto disponível no mercado – causada por questões climáticas. “Por isso, o resultado tem sido a alta expressiva percebida pelos consumidores no varejo”, ressaltaram os pesquisadores.

 

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