Política

Pré-candidato ao governo, Osmar diz que apoiará em qualquer partido Alvaro à presidência

Ex-senador aguarda reforma política para definir se segue no PDT
Osmar afirmou que projeto balizará alianças (Foto: Eduardo Matysiak/Arquivo)

A cerca de um ano do processo eleitoral, Osmar Dias (PDT) garante: será candidato ao governo do Estado. E diz que dividirá o palanque com o irmão Alvaro Dias (Podemos), pré-candidato à presidência.

Como o PDT tem outro pré-candidato, Ciro Gomes, a permissão para apoiar Alvaro definirá se Osmar segue na legenda. “Vou apoiar a candidatura do Alvaro em qualquer partido. Essa é a única exigência que eu faço”. Caso não chegue a um consenso junto ao partido, ele tem convites de outras legendas. Além do próprio Podemos, o ex-senador afirma que abriu diálogo com PSB, DEM e PHS. “Eu converso com aqueles que me procuram. Mas a minha decisão é aguardar a reforma política”.

Sobre alianças, ele diz que é cedo para discutir e que antes quer concluir seu projeto de governo. “Qualquer aliança sem projeto é muito fraca. Esse é o momento de fazer encontros e ouvir a população”.

O projeto de governo, aliás, deve se centrar no combate à corrupção e na otimização do gasto público, segundo ele. “A população quer enxugamento das despesas do governo, eficiência e um projeto de desenvolvimento”. Osmar fala em projeto de Estado e disse que seu modelo seria diferente do adotado pelo atual governo, tido como “municipalista”. “Acredito muito nos recursos públicos direcionados com os projetos definidos. Sem definir projetos, está pulverizando recurso, e isso não traz tantos benefícios. Lembro sempre do nosso programa de manejo de solo, que promoveu desenvolvimento no Sudoeste”.

Em relação ao funcionalismo público – setor com o qual o governo Richa enfrentou sucessivas crises e greves na educação – disse que é preciso diálogo, mas também clareza e transparência. “O Estado está com sua capacidade esgotada. Temos de ter diálogo franco com os servidores para chegarmos à conclusão daquilo que será possível fazer nos próximos quatro anos”.

 

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