Pato Branco

Pato Branco em risco de epidemia de dengue

Com 109 casos suspeitos, notificados em cinco meses, situação é preocupante. Apesar de haver estrutura preparada para assegurar o atendimento, o ideal é que não haja epidemia. Para isso a população precisa colaborar, eliminando a água parada
["\u00c1gua parada, foco de prolifera\u00e7\u00e3o do Aedes aegypti, transmissor da dengue","",""] (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A chuva frequente e a demora na chegada do frio têm tornado propícia a proliferação de mosquitos Aedes aegypti, transmissores da dengue, em Pato Branco. Até então, quando ainda não havia casos autóctones no município, a situação era apreensiva pela grande população de mosquitos, mas agora, com dois casos autóctones, a situação é bastante preocupante, pois com o vírus circulante potencializa o risco de haver uma epidemia.

Do início do ano até essa quarta-feira (22), além dos dois casos autóctones, Pato Branco registrou cinco casos importados de dengue. De acordo com a enfermeira Mayara Lazzarini Tocchetto, chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, foram notificados 109 casos suspeitos, sendo nove apenas na última terça-feira (21). Segundo ela, esse número de notificações é expressivo, tendo em vista que durante todo o ano passado foram notificados 51 casos, todos descartados.

“Geralmente, quando temos um ano calmo, com poucas suspeitas, como foi 2018, o ano seguinte é bastante preocupante, com muitas notificações. Isso porque as pessoas acabam relaxando com os cuidados de prevenção para que o mosquito não se reproduza, o que causa o aumento na população de insetos e eleva o risco de casos da doença”, explicou.

Plano de contingência

Se uma epidemia de dengue se instaurar em Pato Branco, será preciso colocar em prática um plano de ação para atender um grande número de pessoas. Mayara explicou que para isso existe um plano de contingência, a ser colocado em prática nessas situações.

O plano de contingência é um documento que orienta os serviços na resposta à epidemia de dengue, cujas consequências da doença podem provocar sérios danos às pessoas, ao meio ambiente e a economia. A dengue é uma doença infecciosa causada por um vírus, transmitido por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. A infecção se manifesta de forma assintomática com possíveis casos de óbito.

Nesse plano existem estratégias previamente determinadas que são aplicadas conforme a evolução crescente dos registros de casos confirmados, ou seja, de acordo com o nível de gravidade da situação. Essas estratégias também são utilizadas no processo de avaliação do Índice de Infestação Predial do Aedes aegypti ou em caso de mudança no sorotipo viral circulante.

Em Pato Branco, o Decreto nº 7.881, de 28 de janeiro de 2016, instituiu a Sala Municipal de Coordenação e Controle da Dengue, para o enfrentamento da doença, assim como do vírus Chikungunya e Zika, também transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti.

Essa sala é formada por uma equipe composta de representantes das Secretarias Municipais de Saúde, Comunicação Social, Meio Ambiente, Educação, gabinete do prefeito, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. O grupo tem a finalidade de elaborar um plano de ação, com objetivos e estratégias definidas para interceptar o avanço de focos de transmissão.

Combate à epidemia

No entanto, apesar de haver toda estrutura preparada para assegurar o atendimento à população, o ideal é que não haja epidemia. Mas para isso, segundo Mayara, a população precisa colaborar, abolindo as condições ideais para que os mosquitos se reproduzam. Para isso é necessário eliminar os locais que acumulam água, criadouros potenciais onde eles colocam suas larvas.

Reduzindo a quantidade de água parada, aumenta a chance de restringir o número de mosquitos em Pato Branco, diminuindo também a possibilidade de transmissão do vírus e o risco de uma epidemia de dengue.

 

Classificados