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Patagônia, Argentina/Chile

No extremo sul das Américas existe um verdadeiro paraíso. A Patagônia é recheada de belezas naturais, históricas, e a casa de um povo rico em história e cultura

Altemir Lemes

Trecho da Ruta 40, a maior rodovia das Américas

Por que ir?

A Patagônia é uma região fascinante, com características únicas e que está ao alcance de nós brasileiros. Lá é possível apreciar as belezas naturais e sua rica cultura. Atualmente o câmbio (operação de troca de moedas de diferentes países) nos favorece, então temos que aproveitar o momento.

O que fazer?

Cada visitante busca um tipo diferente de satisfação ao visitar destinos turísticos. Em geral, a maioria procura as belezas naturais dos locais por onde passa. Eu procuro intercalar isso com a cultura e história local, pois só assim estaremos vivendo de verdade o trajeto realizado. Também é muito importante interagir com habitantes locais. Imperdível é o Glaciar Perito Moreno (geleira), Ushuaia (cidade mais austral do planeta), Cerro Fitz Roy (motivo de disputas entre argentinos e chilenos), Punta Tombo (maior pinguinário da América do Sul), a charmosa San Carlos de Bariloche e a vizinha San Martin de Los Andes, além de diversas belíssimas pequenas cidades, colônias de gauleses e outros imigrantes, geralmente ao longo da Ruta 40, maior rodovia das Américas, a qual tive o prazer de ser o primeiro brasileiro a percorrê-la completamente em uma única viagem.

Onde se hospedar?

Existem duas patagônias, a argentina e a chilena. No Chile o custo de vida é mais alto e a distância do Brasil também é maior. Além de ser mais perto, na Argentina os custos de hospedagem são menores. Os argentinos são adeptos do camping, por isso há vários locais com ótima infraestrutura para quem gosta deste tipo de atividade. Os hotéis são aconchegantes e existem diversos padrões, em sua grande maioria de ótima qualidade. Para quem dispõe de um pouco mais de tempo, cabanas em atrativos diversos também são excelentes opções, estas um pouco mais caras, mas construídas em locais de magnífica beleza.

Como chegar?

Nas maiores cidades da região há aeroportos. Também pode-se viajar de ônibus, mas o melhor mesmo é ir de carro ou moto, onde é possível infiltrar-se em locais menos explorados turisticamente e de belezas incomparáveis, que ainda não sofreram a saturação de destinos mais conhecidos. Assim ainda é possível reviver o modo de vida dos antigos patagônicos, com suas estâncias características e com paisagens fascinantes e pouco exploradas. Alguns europeus percorrem a região de bike, aproveitando ainda mais o contato com a cultura e a história local.

Dicas?

Viaje tranquilo, os argentinos e chilenos são amistosos; exceto a polícia chilena que é bem rigorosa, mas que cumpre o seu dever de forma exemplar. Procure cambiar dólares por moeda local, pois nas cidades menores há problema com cartões e com moeda extrangeira. Mesmo assim leve cartão para usar em cidades maiores e para não ter que viajar com muito dinheiro em espécie.

Procure demonstrar interesse em conversas com os moradores. Eles gostam de contar suas histórias sobre a região e você acaba ganhando duplamente, pois além de aprender mais sobre os modo de vida local ainda estará quebrando o gelo e tendo a oportunidade de obter informações importantes que enriquecerão muito sua viagem.

A Região é fria mesmo no verão, procure levar roupas adequadas. Não esqueça que a camada de ozônio tem buracos enormes naquela região, assim, quem tem problemas de pele deve andar prevenido com protetores. Para quem vai de moto, o grande inimigo é o famoso vento lateral, que costuma fazer muitas vítimas, tombando em algumas ocasiões até mesmo veículos de pequeno porte.

Texto e fotos

Altamir Lemes - Conhecido como Ynho. É de São Lourenço do Oeste, motociclista, aventureiro e guia turístico.  Já percorreu a Patagônia várias vezes e organiza expedições de motociclistas pelos países da América do Sul.

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