Pato Branco

Operação Contrapartida: Gaeco prendo preventivamente funcionário do IAP

(Foto: Polícia Civil)

Prestes a finalizar a primeira denúncia, pelos crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro, de envolvidos na Operação Contrapartida, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Francisco Beltrão, cumpriu, na tarde da sexta-feira (17), mandado de prisão preventiva Eriberto Anselmo Kaghofer.

Ele é o funcionário do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que está afastado por determinação da Justiça desde 23 de abril, quando a operação foi deflagrada em Palmas e Pato Branco no Sudoeste e Irati no sudeste do Estado.

De acordo com investigação do Ministério Público que fez o pedido à Justiça, Eriberto estaria tentando obstrui as investigações e a coleta provas. Ele foi preso ao sair de sua residência, na área central de Pato Branco.

Com relação as investigações, Tonon que em abril afirmou haver provas robustas, disse na sexta-feira que “existem muitos fatos e circunstâncias que precisam ser devidamente esclarecidas pelas pessoas que foram mencionadas”, segundo ele, não há até o momento algo que aponte efetivamente para um ou outro investigado, porém, ressaltou que “são [fatos] no mínimo situações estranhas, que precisam de uma explicação muito bem feita, para que não seja interpretada de uma forma ilícita.”

Conforme o promotor, várias situações que estão sendo analisadas e investigadas, “podem ter consequências criminosas, como podem não ser”, os esclarecimentos dos envolvidos é que vão determinar a atuação de cada um.

O caso

A operação foi deflagrada após investigação, que apurou que empresários e advogados, além dos servidores públicos estariam envolvidos em crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro [eram utilizadas empresas para o recebimento dos valores e posteriormente os servidores públicos sacavam o montante].

As investigações tiveram início após a majoração inferior de multa ambiental, por meio do pagamento de propinas.

A propina pelo que foi apurado pelo MP, é da ordem de R$ 30 mil, em troca da autuação de uma multa ambiental que deveria ser de R$ 800 mil a R$ 900 mil, e que foi estabelecida em R$ 100 mil.

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