Política

Oficial de Justiça não localiza Pepe Richa

Pepe Richa é réu na Operação Radiopatrulha (Foto: AEN)

Durante a última semana, o oficial de Justiça esteve três vezes na casa de Pepe Richa, irmão do ex-governador Beto Richa (PSDB), em Curitiba, e segundo a Gazeta do Povo, o ex-secretário de Infraestrutura e Logística, não foi encontrado em nenhuma das ocasiões.

Réu na Operação Radiopatrulha, segundo a esposa, Pepe está viajando, e não tem data prevista de retorno.

O ex-secretário é réu por corrupção passiva e fraude à licitação, dentro das investigações que apontarem direcionamento de concorrência nas operações do programa Patrulha do Campo, além de desvio de dinheiro, a partir dos contratos firmados pelo governo com empresas privadas.

Ainda de acordo com a Gazeta, em 31 de outubro, um dia depois de aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), o juiz Fernando Fischer, da 13 ª Vara Criminal de Curitiba, expediu mandado de citação para que Pepe Richa indicasse os advogados dele e apresentasse defesa no prazo de dez dias. Segundo o despacho, o ex-secretário poderá apresentar documentos, elencar provas a serem produzidas e indicar testemunhas.

A primeira vez que o oficial de Justiça foi a casa de Pepe foi em 1º de novembro, foi quando a esposa do ex-secretário, a juíza do Trabalho Morgana de Almeida Richa, informou que ele “está em viagem sem data de retorno prevista”. A magistrada não tentou contato com o marido naquele momento e apenas informou o número de celular dela. Em 5 de novembro, o oficial regressou à residência.

A terceira tentativa aconteceu na terça-feira (6), seguindo o que está estabelecido no Código de Processo Civil, e a “contrafé” foi assinada por Morgana.

Sabendo do fato, o juiz da 13ª Vara Criminal de Curitiba disse em despacho que “a suspeita de ocultação apresentada se mostra razoável”. “No presente caso, o denunciado foi pessoalmente notificado do oferecimento da denúncia, estando ciente da existência de uma imputação formal. Ademais, além de estar assistido por defensores constituídos, o recebimento da denúncia foi amplamente divulgado nos meios de comunicação pela imprensa. Assim, a conduta da esposa do denunciado, Sra. Morgana, não sabendo informar a data do retorno do seu marido, nem mesmo indicando meios capazes de localizá-lo, consubstanciam a suspeita apresentada pelo Sr. Oficial de Justiça”, escreveu em despacho dessa quarta-feira (7).

Fischer estabeleceu prazo de 24 horas para que os advogados do réu informem telefone e e-mail para que o ex-secretário seja comunicado formalmente de que houve a citação por hora certa.

Ele ainda deu 24 horas para que a defesa de Luiz Abi Antoun informe se há previsão de retorno dele para o Brasil a fim de que este também possa ser intimado a apresentar defesa.

Primo de Beto Richa, Luiz Abi também é réu na Radiopatrulha por corrupção passiva, está no Líbano e deveria ter voltado ao Brasil em 6 de outubro.

A Gazeta buscou contato com os advogados dos dois réus. A defesa de Pepe Richa, disse que só irá se manifestar no processo, enquanto que a de Luiz Abi, não atendeu às ligações.

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