Pato Branco

MP avalia como positiva audiência pública da Sanepar

Audiência pública foi motivada por reclamações feitas por consumidores (Foto: Nelson da Luz Júnior)

Foi realizada na Câmara Municipal de Pato Branco na quarta-feira (13), a audiência pública para discutir as condições do fornecimento de água pela Sanepar à população de Pato Branco.

População, vereadores, representantes da companhia, além de representante da Copel e do Procon, debateram o tema que nos últimos meses gerou uma série de reclamações, que incluíam desde a falta de abastecimento de água, até a presença do ar na rede de distribuição.

Quem conduziu a audiência foi o representante do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Vitório Alves da Silva Junior, que enfatizou as principais reivindicações da comunidade em relação ao abastecimento e qualidade de água.

De acordo com o promotor de justiça, a audiência pública foi importante e concretizou a democracia, pelo fato de que a comunidade pode participar. “Deste momento vamos fazer um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), junto a Sanepar, para que os problemas apontados sejam resolvidos”, pontuou Vitório, acreditando que o TAC esteja formalizado de três, a quatro meses, para que ocorra o cumprimento das obras que estão em execução.

O promotor diz acreditar que “daqui para frente, as conversações vão se tornar mais eficientes ainda”, dizendo ser um caminho iniciado, e que se espera tenha continuidade.

Ele afirmou que todas as reclamações e reivindicações foram anotadas, mas também pontuou que o “problema chave” gira no problema de abastecimento, “ao mesmo tempo em que há uma série de investimentos que está sendo feita pela Sanepar, já com considerando o aumento do consumo por elevação de temperatura, populacional; os novos bairros”, disse o promotor de justiça, destacando que há um planeamento por parte da companhia de saneamento, pensando nos próximos anos.

Ar na rede

Além da questão do desabastecimento, nos últimos meses, inúmeros foram os relatos quanto a presença de ar na rede de distribuição de água. Um projeto foi apresentado na Câmara para a instalação de equipamentos que impedem a passagem nos relógios medidores, e após aprovado pelos vereadores, foi sancionada pelo prefeito Augustinho Zucchi.

Durante a audiência pública, o gerente regional da Sanepar, Renato Mayer Bueno voltou a explicar, o que o Diário do Sudoeste já publicou em matérias anteriores, de que existe legislação federal que já trata do assunto.

Pela legislação aprovada no município, o dispositivo pode ser instalado antes do cavalete medidor, contudo, a lei federal, somente permite após o medidor.

“Essa questão do equipamento, até tem uma lei municipal quanto a isso, mas é uma questão controvertida nos tribunais”, afirmou o promotor de justiça, afirmando não ser uma situação que se consiga resolver de imediato.

Sanepar

Bueno [gerente regional da Sanepar], mostrou como está atualmente a estrutura operacional, as metas de crescimento para atender à população de Pato Branco e falou sobre as causas da falta de abastecimento recente, principalmente por problemas na captação.

O representante da Sanepar garantiu que as ações necessárias já estão sendo realizadas. A captação de água realizada no rio Pato Branco, na área rural de Mariópolis, terá a capacidade aumentada em breve em obra que já está sendo realizada, assim como a ampliação do tratamento.

Bueno disse que um dos problemas enfrentados é quando a turbidez da água aumenta consideravelmente porque isso ocasiona a diminuição da vazão devido ao tratamento que fica mais demorado. Outra questão colocada foi problemas não previstos com energia elétrica já que as bombas precisam dela para que a água chegue até a estação de tratamento e posteriormente nas residências.

A convite do MP-PR, representante da Copel esteve na audiência, justamente pelo fato de que as falhas de fornecimento de energia também contribuem com as dificuldades de abastecimento de água.

“Conversei com o representante da Copel, e podemos sim, estar realizando uma audiência pública sobre energia mais afrente”, disse o promotor falando, que em relação ao Copel, são situações pontuais.

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