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Mostra de cinema traz produções premiadas a Pato Branco

A Estranha História do Prínce Dethmer (Foto: Reprodução)

O objetivo da Mostra Olhar Itinerante é propagar a arte cinematográfica pelo interior do estado, atingindo cidades que não possuem salas de exibição ou que possuem certa carência de acesso à cultura. Por uma iniciativa do Sesi Cultura Paraná, a edição 2018 do projeto será exibida no Teatro Sesi em Pato Branco nesta sexta-feira (16), às 19h, com entrada franca.

No ano de 2017, a Mostra passou por 34 municípios paranaenses e contou com um público de mais de 3,6 mil pessoas. Neste ano, o projeto apresenta um programa denominado “Premiados e falados”, que inclui quatro produções contemporâneas selecionadas por curadoria. Entre os filmes, um europeu, um norte-americano, um mexicano e o nacional “Maré”. Classificação: 14 anos.

MOSTRA OLHAR ITINERANTE 2018

Programa Premiados e Falados

A Estranha História do Prínce Dethmer (França, 2018, 22'): Dos franceses Corto Vaclav e Hadrien La Vapeur, o filme narra um evento inusitado ocorrido em Brazzaville, Congo. Atraído pela movimentação, La Vapeur encontra o velório do dançarino Prince Dethmer. Contudo, poucos dias depois da cerimônia, algo muito estranho acontece com Dethmer. Conduzido a partir de uma montagem que trabalha com supressões de imagens, o filme abre brechas para questionamentos sobre o real e a fabulação. Direção: Hadrien La Vapeur.

Maré (Brasil, 2018, 21'): Diferentes gerações de mulheres negras processam de maneiras distintas suas relações com o tempo e o espaço onde vivem. Desejos de mudanças (e partidas) se cruzam com fortes vínculos de pertencimento à terra e, neste caso, também à água que cerca um mangue. O filme da brasileira Amaranta Cesar aborda questões de ancestralidade e a pulsão de estabelecer diálogos em uma comunidade que precisa se proteger mutuamente. Direção: Amaranta Cesar.

Hair Wolf (Estados Unidos, 2017, 12'): No terror racial da realizadora estadunidense Mariama Diallo há uma atualização irônica de como a branquitude é capaz de vampirizar a identidade cultural de pessoas negras. Isso acontece a partir de códigos da cultura pop e das redes sociais digitais, em que jovens instagramers se tornam zumbis sedentos por “curtidas” a qualquer custo, incluindo aí um terrível custo social. Direção: Mariama Diallo.

Eles Vêm Aí! (México, 2017, 8'): O que é possível criar diante do imenso abismo que se põe entre uma voz que grita pela luta daqueles que são subjugados e o registro visual de memórias afetivas de uma sociedade que finge não escutar essa voz? O filme do mexicano Ezequiel Reyes usa o poema “Los muertos”, de María Rivera, para dar um testemunho histórico de como acontecem discursos de normalidade em tempos de guerra. Direção: Ezequiel Reyes.

Classificados