Pato Branco

Moradores da Rua Francisco Brochado da Rocha, no Industrial, sofrem com alagamentos

Uma das moradoras já teve a casa alagada por cinco vezes. Outra precisou construir uma mureta na frente do portão para tentar impedir a entrada da água
Moradores da rua Francisco Brochado da Rocha sofrem com alagamentos (Foto: Helmuth Kühl)

A chuva que caiu no início da tarde desta sexta-feira (9) em Pato Branco assustou, novamente, os moradores do bairro Industrial. Especialmente, as famílias que residem nas esquinas das ruas Francisco Brochado da Rocha e Pedro Ivo. Sempre que há pancadas fortes e em ritmo contínuo, a água transborda do córrego e pelos bueiros, e adentra nas residências.

Moradores da rua Francisco Brochado da Rocha sofrem com alagamentos

Nesta semana, antes da chuva chegar, a reportagem do Diário do Sudoeste esteve no local e conversou com uma das moradoras. Do lado de fora, dá para ver a marca que água deixou na parede, toda danificada. “Já é a quinta vez que sofro com o alagamento. A água já subiu por cima da minha cama, estragou meus móveis e eletrodomésticos. Cada vez que alaga vou na prefeitura e falo com as autoridades. Infelizmente, o problema continua.”

Do lado de dentro da residência, os estragos aumentam e pioram a cada chuva forte. “A enxurrada entra no guarda-roupa, na pia da cozinha, estragando roupas e utensílios. Na garagem, meu carro também ficou embaixo d´água. A rua alaga inteira, fica igual um rio. Toda vez perco tudo. Hoje não tenho mais condições de comprar coisas novas para minha casa”, contou.

Na casa, mora ela e o filho de 14 anos, que também vive a angústia da água entrar a qualquer momento sempre que o tempo fica “feio”. “Eu trabalho fora e quando chego não posso nem entrar pela porta. Meu filho, sempre que começa a chover, me liga preocupado, e diz: ‘mãe, a água está entrando’. O jeito é limpar e deixar o resto do que é nosso estragar”. Para evitar problemas, as pessoas se viram como podem: na tentativa de impedir a entrada da água, uma moradora construiu um pequeno muro em frente ao portão.

Solução difícil, mas necessária

Segundo o secretário de Engenharia, Obras e Serviços, Frederico Demário Pimpão, neste local existe uma tubulação que passa embaixo da rua, pelo meio de residências, e que não dá mais conta da vazão de água. “Isso precisa ser revisto, porque há problemas de estrangulamento na tubulação, além de tubos danificados.”

Pimpão disse ainda que há a possibilidade de haver construções irregulares, que podem contribuir para os alagamentos. “A Prefeitura tem ciência, está indo atrás de uma solução, mas infelizmente, não é algo simples de se fazer. Podemos tentar ações paliativas, fazendo uma linha auxiliar de outro sentido para tentar aliviar a vazão de água, também pode ser feita a desobstrução de um tubo afogado. Talvez solucione em chuvas amenas, mas em grandes precipitações é preciso mais investimentos e trabalho em longo prazo.”

O vereador Claudemir Zanco (Biruba) conhece a situação dos moradores e visitou o local acompanhado dos secretários de Obras e Meio Ambiente (Nelson Bertani). Por meio de equipamentos da Sanepar foi possível entrar nas galerias e comprovar o entupimento da tubulação. “Está na mesa do prefeito a possibilidade de remoção de todo o asfalto, remoção dos tubos e a limpeza do lugar para tentar uma solução”, ressaltou o vereador, garantindo ainda que a cobrança ao município vai prosseguir.

Na foto enviada pela moradora é possível ver a sujeira causada pela água 

“Da minha parte iremos continuar cobrando o município para que isso seja feito, porque não podemos permitir que várias famílias sofram por causa das chuvas. Algumas pessoas nem saem de casa quando o tempo ‘arma’, esperando que a água possa destruir tudo que eles têm.”