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Mobilidade canina

Projeto Patas e Rodas ensina a fazer cadeirinhas para animais sem movimento nas pernas em seu canal no YouTube
(Foto: Raphael Caram)

O publicitário e designer gráfico Raphael Caram, morador de Uberlândia – MG, achou um jeito de diferente de ajudar o pets depois de um quadro de tristeza profunda ao conviver com abrigo de animais: ele ensina, no YouTube, a fazer uma cadeirinha para os animais que não têm movimento nas pernas, através do Projeto Patas e Rodas (veja o vídeo em http://goo.gl/YmwY3m).

 

“Sempre fui apaixonado por bicho. No ano de 2000 comecei a me envolver com a causa e militar na defesa dos animais domésticos. Fui diretor da associação de proteção animal por falta de quem comprasse a briga. Foi punk. Faltava tudo. Comprei ração o do meu bolso para 500 animais. Arrumamos a instituição. Implantei projetos de captação de recurso e hoje é uma entidade com sanidade. Os abrigos são muito tristes, e isso me levou a um quadro de profunda tristeza. Deixei a APA apos conseguir pessoas de qualidade pra seguir com o que deixamos estruturado. Acabei trazendo pra casa dois animais deficientes, pois lá não iriam sobreviver -- além dos cinco que já tinha em casa, quase todos adotados também”, conta.

Esse dois animais foram o ponto inicial pra ele começar a desenvolver aparelhos que pudessem dar mais qualidade de vida a eles. Por tentativa e erro, conseguiu fazer um bom equipamento, e levar essa habilidade pra frente foi consequência. “Criei então o projeto patas e rodas, para animais abandonados e famílias carentes. Já entreguei pouco mais de 100 cadeirinhas e muitas já começaram a voltar, pois todas são emprestadas. A devolução acontece quando há falecimento do animal ou melhoria no quadro”, explica.

Também, as cadeiras são emprestadas às famílias carentes e vendidas para quem tem condições financeiras de arcar com essa despesa.

YouTube

Quando escreveu o projeto, há 3 anos, Raphael entendeu que poderia ensinar as pessoas sobre o equipamento que desenvolveu e, dessa forma, multiplica-lo. A ideia inicial era ensinar adolescentes carentes no projeto da prefeitura, mas ele entendeu que a repercussão poderia ser maior pela internet. “Chamei um diretor, amigo, e ele topou me ajudar. O vídeo surgiu recentemente, ainda é embrionário . O canal ainda não está completamente pronto, mas já tem algum conteúdo. Em breve vou batalhar para que mais e mais pessoas tenham acesso”, defende.

Apoio

Uma curiosidade do projeto, diz ele, é ver pessoas que podem pagar se fingindo de sem condição. “Hoje vou na casa da pessoa ou converso pelo facebook para atestar a incapacidade de pagar pela cadeirinha. O povo ainda é ruim, prefere tirar a oportunidade de quem não pode pagar ao deixar de comprar uma roupa nova ou sair a noite. Mas ainda tenho fé que a humanidade melhore e, assim, venha tratar os animais com compartilhadores do planeta, sem especismo”, finaliza.

História inspiradora para quem se preocupa com o bem-estar animal e tem vontade fazer alguma coisa para colaborar nessa causa.  

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