Política

MDB não agrada presidente do diretório de Pato Branco

Para Cantu, partido tem que ter visão de futuro e não se voltar apenas ao passado (Foto: Mauro Frasson/Arquivo Diário do Sudoeste )

Desde janeiro deste ano, a sigla MDB voltou a figurar no cenário político brasileiro. Ela nada mais é do que o Movimento Democrático Brasileiro, que até dezembro se chamava PMDB.

A mudança da nomenclatura ocorreu após a convenção nacional extraordinário realizada em dezembro de 2017, onde foi registrado 325 votos favoráveis, 88 contrários e 29 brancos e nulos.

A troca da nomenclatura foi apresentada como uma tentativa de mudar a desgastada imagem pública do partido, retornando a lembrança de uma legenda aguerrida e democrática.

Contudo, ao que se observa alas dentro do partido não concordam com a mudança. Em fevereiro, segundo o jornal Gazeta do Povo, o presidente do diretório de Curitiba, Rafael Xavier afirmou que o grupo liderado pelo senador Romero Jucá (RO), “não tem condições de se apropriar desta memória da militância emedemista”.

A tendência é de que diretório municipais busquem impedir a mudança que na prática, vem ocorrendo. Mas para tentar conter de fato a modificação, o diretório estadual do Paraná move uma ação na Justiça Eleitoral e também na Justiça do Distrito Federal.

Na sexta-feira (9), o presidente do diretório de Pato Branco, Peterson Cantu, comentou que existem estratégias de partido buscando mudar [imagem], buscando resgatar o partido foi no passado.

Expressando sua opinião pessoal Cantu afirmou ser contrário à remoção do “P” da sigla. “A meu ver tem que se manter o PMDB”, disse.

Cantu destacou ainda que a ação movida pelo diretório estadual do Paraná, outros estados também assinaram o mesmo documento.

“Acredito que temos que construir o futuro e não é lá do passado que vamos conseguir as mudanças que o Brasil precisa”, afirmou Cantu falando da necessidade de lideranças jovens e que contribuam para uma mudança total no País.

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