Pato Branco

Maioria dos estrangeiros residentes em Pato Branco é de haitianos

Em 2019 novos mutirões devem acontecer, sendo que o próximo está programado para o mês de fevereiro (Foto: Rodinei Santos/PMPB)

O censo estrangeiro que vem sendo realizado em Pato Branco, pela Secretaria Municipal de Assistência Social, aponta que a maioria dos estrangeiros que estão residindo no município são oriundos do Haiti.

De acordo com Anne Cristine Gomes da Silva Cavalli, secretária da pasta, em segundo lugar estão os paraguaios, e a terceira colocação é ocupada pelos italianos.

Anne contou que o censo está sendo realizado em parceria com a UTFPR, e que no dia 24 de novembro, um sábado, teve o primeiro mutirão para fazer o cadastramento dos estrangeiros. A ação faz parte do projeto Imigração e Integração com a Intervenção do Serviço Social, realizado pela Secretaria, e tem como objetivo identificar, integrar e atender todos os estrangeiros que moram no município.

O censo servirá para que o poder público saiba o número de estrangeiros e possa beneficiá-los com as políticas públicas, como é o caso do CadÚnico, do governo Federal. Aqueles que se enquadrarem nos requisitos do programa, serão beneficiados. Para participar desse programa, por exemplo, é preciso ter uma renda familiar de até três salários mínimos.

Porém, frisou Anne, todos devem fazer o cadastramento na Assistência Social, até mesmo aqueles que tiveram renda familiar superior a três salários mínimos.

Antes do mutirão, realizado no dia 24 de novembro, havia 115 estrangeiros inscritos. De lá até dia 3 de dezembro já foram cadastrados mais 88, totalizando 203 cadastramentos. Como o censo continua, a expectativa da secretária é que cerca de 400 estrangeiros sejam cadastrados. Em 2019 novos mutirões devem acontecer, sendo que o próximo está programado para o mês de fevereiro.

Analisando os dados dos cadastros, Anne disse que uma das coisas que mais lhe chamou a atenção foi o fato de a maioria dos estrangeiros ser alfabetizados, já que declararam saber ler e escrever.

Entre as maiores dificuldades, está o idioma, já que nem todos sabem falar português. Para isso, a Assistência Social conta com a ajuda de estrangeiros que aprenderam a língua portuguesa, para fazer a tradução.

Em relação a isso, Anne contou que a Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia está instalando uma ferramenta que auxiliará com a tradução simultânea, que utilizará telas e microfones, para que haja melhor comunicação.

Outro fator identificado através do censo, segundo Anne, é que a maioria dos estrangeiros está instalada na região central ou na área industrial do município. Também, que não há muita diferença entre o número de pessoas do sexo masculino e do feminino. O número de pessoas nesses grupos é praticamente o mesmo, levando a crer que os estrangeiros estão chegando em casais, ou que após se instalarem na cidade, estão trazendo a família.

Entre os que já estão cadastrados, além dos haitianos, paraguaios e italianos, também têm estrangeiros de outros países, como Bahamas, Argentina, Espanha, EUA, Japão, Líbano, entre outros.

Para fazer o cadastramento é preciso apresentar alguns documentos, como carteira de identidade de estrangeiro, certidão de nascimento e comprovante de residência (conta de luz).

Não há necessidade de que todos os integrantes da família se dirijam à Secretaria para fazer o cadastramento, basta que o responsável legal leve os documentos de todos os membros.

O projeto voltado aos imigrantes tem participação da UTFPR, do Conselho Estadual dos Direitos dos Refugiados, Migrantes e Apátridas do Paraná e da Associação dos Haitianos de Pato Branco, chamada Organização Universal para o Desenvolvimento Sociocultural (OUDES).

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