Segurança

Identificados homens que se passavam por policiais em roubos

["Sete dos 12 acusados j\u00e1 tinham sido presos no final do m\u00eas de junho "] (Foto: Divulgação)

Doze homens foram identificados pela Polícia Civil como membros de um grupo de criminosos que se passava por policiais para abordar vítimas e praticar roubos, em diversas regiões do Paraná e Santa Catarina. Três deles foram presos na última semana, outros sete haviam sido presos no final de junho e um permanece detido em Goiás. Um último suspeito, de 29 anos, permanece foragido.

De acordo com a polícia, a quadrilha seria responsável por uma série de roubos a residências, empresas e estabelecimentos comerciais. Em parte dos crimes, os suspeitos utilizaram coletes, distintivos e giroflex para abordar as vítimas.

Os três últimos suspeitos presos tiveram os respectivos mandados de prisão cumpridos entre os dias 17 e 18 de outubro. Um deles também foi autuado em flagrante por uso de documento falso.

Segundo o delegado-titular da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), Alexandre Macorin, os policiais da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) trabalharam por cerca de oito meses para identificar os 12 suspeitos, que se revezavam em funções dentro da mesma quadrilha.

Conforme os mandados de prisão expedidos pela 3ª Vara Criminal de Curitiba, os suspeitos respondem pelos crimes de roubo, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

De acordo com a polícia o primeiro roubo aconteceu em maio do ano passado, no bairro Xaxim, em Curitiba. Na ocasião, além de distintivos, os suspeitos utilizaram um carro preto com giroflex. Eles teriam abordado a vítima em frente à residência, em plena luz do dia, sem levantar suspeitas de quem passava pela rua. Na ocasião, a DFR prendeu quatro homens.

Em maio deste ano, outros três dos suspeitos fizeram incursões na cidade de Guaramirim (SC), com o intuito de roubar um posto de combustíveis. Depois de esbarrar em questões de logística, como a fuga após o roubo, os criminosos desistiram do crime.

Cerca de um mês depois, no dia 14 de junho, os suspeitos investiram contra uma empresa de produtos alimentícios. O sucesso dos criminosos começou a minar no último dia 26 de junho, quando eles decidiram invadir a residência do proprietário de uma distribuidora de bebidas. Na ocasião, os suspeitos mantiveram o comerciante e a esposa como reféns, os quais permaneceram trancados em um banheiro na própria residência. Menos de duas horas após o crime, uma equipe da DFR libertou o casal e prendeu quatro homens em flagrante.

Histórico criminal

De acordo com a delegacia, há registros criminais de um deles desde a década de 1970. Outro que conta com um vasto histórico criminal é o mentor intelectual da quadrilha e que acumula processos criminais desde 1981. "O mentor é chamado pelos outros de 'mestre', não apenas por ter publicado livros referentes à trajetória de capoeirista, mas também por ter passado 16 anos no sistema prisional", revela o delegado Alexandre Macorin.

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