Pato Branco

Gaeco realiza operação que envolve servidores do IAP

Na manhã desta terça-feira (23), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidade de Francisco Beltrão, desencadeou operação visando o combate ao crime de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.

Segundo o promotor de Justiça Roberto Tonon Junior, a operação foi desencadeada com o apoio de fiscais do Ibama, e trata-se de uma investigação que perdura de 10 a 11 meses, apurando possível envolvimento de funcionários públicos o IAP, escritório regional de Pato Branco.

De acordo com Tonon empresários e advogados, além dos servidores públicos serão ouvidos, por estarem envolvidos em crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro [eram utilizadas empresas para o recebimento dos valores e posteriormente os servidores públicos sacavam o montante]. “Basicamente, pagamento de propinas em troca de concessão de autorizações e mesmo redução de autuações”, explicou o promotor de Justiça, afirmando ainda que a prática foi registrada em Palmas.

Ao todo são 21 mandados de busca e apreensão, além de ter sido requerido o afastamento de dois servidores do IAP de Pato Branco, — o chefe do escritório regional Valmir Tasca e mais um servidor designado as autuações ambientais, que não teve o nome divulgado até o momento.

Conforme o promotor de Justiça, o fato motivador da operação se deu pela concessão de licenças ambientais por meio do pagamento de propinas. Mesmo com essa prática, os envolvidos foram atuados, mas ao invés da autuação ter sido feita pelo IAP, como prevê a legislação, foram acertadas novas propinas para que multa fosse aquém do que deveria ser aplicado.

No entanto, Tonon explica que mesmo havendo a solicitação de prisão dos dois servidores do IAP, eles apenas foram afastados das atividades. “O Ministério Público requereu a prisão, mas acabou não sendo concedida em primeiro momento, mas o afastamento foi decretado, bem como a proibição de comparecer ao IAP”, afirmou, relatando que buscas realizadas em diversos pontos, que se julgaram necessários.

O processo corre em segredo de Justiça, mais informações na edição desta quarta-feira (24), do Diário do Sudoeste.

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