Opinião

“FAMÍLIA, A INSTITUIÇÃO MAIS PERMANENTE NA SOCIEDADE HUMANA”

Amigos leitores, no texto da semana passada, disse-lhes que em agosto falaríamos sobre temas ligados à família, pelas razões que já anunciei no texto de então. Pois bem, o título do texto de hoje nos remete a uma reflexão necessária sobre essa “instituição”.

Penso que, a família é sim, a instituição mais permanente, séria, firme, necessária, confiável do presente e do passado, como também o refúgio seguro de todos nós, mas para, além disso, a família é a primeira escola.

Sem saber ou querer, os pais são os primeiros pedagogos da nossa vida. São as lições pedagógicas da família que internalizamos como sinalizadoras de nossas ações.

É nela, nessa família-escola que o ser humano imaturo, inseguro e vulnerável como é aprende as lições para “saber viver” e ser feliz.

Diante desse fato, creio não estar errado ao pensar que os primeiros, grandes e maiores professores são os pais.

E é verdade que, diferentemente dos outros animais, nós precisamos aprender lições de sobrevivência, ou melhor dizendo, precisamos ser educados para a sobrevivência.

Por isso, creio que uma das grandes tarefas dos pais é saber preparar os filhos para que vivam em liberdade, com respeito e autonomia e aprendam a ser felizes e a tornar felizes aos demais, na medida do possível.

Hoje, com tantas famílias diferentes na formação, no conceito, na existência prática das famílias, (não estou julgando nenhum tipo de família, apensas constatando a pluralidade), não sei se ainda se pode ter um conceito válido para todas.

Mesmo diante da pluralidade de famílias, uma das questões que nenhuma delas pode abrir mão é da educação das crianças. Educação entendida como ciência, técnica e arte por meio da qual os pais (biológicos ou afetivos) exercem sua ação sobre as crianças com a finalidade de desenvolver adequadamente suas aptidões físicas, intelectuais, psíquicas, afetivas e morais, ajudando-as a relacionar-se, primeiramente consigo mesmas, com os familiares e com o meio social em que vivem e crescem.

Por isso, a ideia dita anteriormente de que os pais são os primeiros pedagogos de seus filhos, pois mesmo sem grandes metodologias ou conhecimentos pedagógicos são eles que com seus conhecimentos, ideias, palavras, dedicação e amor, tratam de orientar conduzir e guiar a criança no seu processo inicial de desenvolvimento, que é um processo de aprendizagem necessário para a construção da autonomia, da autoestima e da personalidade de cada uma delas.

Mesmo sem conhecimentos científicos, certamente, os pais têm conhecimento humano de amor, respeito, consideração e cuidados essenciais para a vida.

Pode-se dizer que os pais, para educar precisam conciliar o amor com as necessidades educativas (regras, normas) para poderem desempenhar bem seu ofício de pai e de mãe.

Os pais que evitam todo e qualquer tipo de dificuldade e esforços para seus filhos consentem em seus caprichos e não os ensinam a serem respeitosos, responsáveis, ordenados e exigentes consigo mesmos desde os primeiros meses de vida, com a necessária firmeza, confundem o que seja a educação de filhos para serem felizes e saberem viver.

São as dificuldades que ensinam o ser humano a superar obstáculos e não podemos privar os filhos de irem adquirindo segurança, confiança em si mesmos e autoestima para conseguirem vencer obstáculos que a vida oferece a cada instante.

Entendo que a educação com amor implica pais de uma atitude permanentemente comunicativa afetuosa e entusiasta, sem considerar seu oficio como um “fardo pesado demais”.

É o amor vivido desde a mais tenra idade que proporciona à criança a segurança e a firmeza necessárias ao longo das diferentes etapas porque passa até atingir a maturidade da vida adulta.

Para educar com amor e dar essa “perenidade” à instituição família é imprescindível um longo aprendizado de equilíbrio afetivo, emocional e psíquico que nos permita desempenhar o ofício de pai e de mãe educadores harmonizando a firmeza e a necessária exigência com a compreensão, a tolerância, e um grande entusiasmo pela vida e pelas pessoas de sua conivência, pensem nisso enquanto lhes desejo boa semana.

 

 


 

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