Pato Branco

Escolas de Pato Branco estão preparadas para enfrentar situações de emergência?

["Segundo os bombeiros, todos devem conhecer as rotas de fuga e as a\u00e7\u00f5es a serem tomadas nas emerg\u00eancias","",""] (Foto: Helmuth Kühl)

Diante de um fato tão assustador, como foi a morte de alunos e funcionários na escola pública de Suzano (SP), após invasão no ambiente escolar, na semana passada, pais e professores em todo o país se questionam sobre a segurança nas escolas, principalmente em instituições públicas de ensino.

Para responder à pergunta: as escolas estão preparadas para enfrentar situações de emergência?, o Diário do Sudoeste ouviu a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Pato Branco, o Núcleo Regional de Educação (NRE) e o Corpo de Bombeiros, para saber quais as orientações em situações de risco, como incêndios ou invasões; quais as medidas de segurança que são tomadas periodicamente; e quais as regras determinadas pelos bombeiros para essas e outras situações, para saber como está o preparo das escolas públicas de Pato Branco.

A secretária municipal de Educação e Cultura, Heloí Aparecida De Carli, destacou que existe preocupação com a segurança das pessoas que trabalham nas instituições escolares da rede municipal, que respalda ações e estratégias, como uso de portão eletrônico, proibição de entrada de vendedores e anunciantes de produtos e eventos, controle de entrada de estranhos em geral.

Nas emergências, as orientações são para cada caso a ser enfrentado: ligar para o Samu, Polícia, Bombeiros. “Em caso de incêndio, fumaça ou fato estranho, há brigadistas que receberam formação sobre como agir, para liderarem estratégias de enfrentamento às situações que possam surgir. Primeiros socorros, também. Neste início de ano, mais uma vez, o Samu realizou capacitação para 100 pessoas da rede municipal de ensino. Nos Cmeis, em especial, há cadastro de quem pode levar a criança no término de seu turno escolar, como medida de segurança”, explicou.

A secretária ainda informou que todas as orientações são repassadas aos pais, na primeira reunião de pais e mães, realizada a cada abertura de ano letivo, quando são convidados todos para participar.

Diário do Sudoeste – Existe planejamento e estratégias, como medidas para rotas de fuga, mecanismos de segurança, etc?

Heloí Aparecida De Carli, secretária municipal de Educação – Sim. Existe uma capacitação para gestores, a cada novo mandato (a cada dois anos). Aborda também estratégias de gerenciamento de conflitos, questões de segurança, com a participação de diferentes setores da comunidade, pois a capacitação se estende por vários meses, com um mínimo de 40h presenciais e outras horas a distância, com estudo de materiais, via moodle.

No caso específico, o cronograma pré-estabelecido para o dia 27 de março, quando será a nova etapa presencial do curso. Tem como conteúdo a elaboração do Plano de Evasão, conforme orientações recebidas no curso de brigadistas, realizado no final do segundo semestre de 2018, pelos bombeiros.

Por segurança, algumas escolas mantêm portas fechadas com chave ou cadeado. Em situação de emergência, não haveria problema se os alunos precisassem sair e se deparassem com as portas chaveadas?

As novas construções já contêm portas adequadas à prevenção de incêndios/sinistros. Contudo há muitas construções antigas que não comportam reformas tão amplas. Por isso, há diversas situações, como: portões eletrônicos; pessoas que estão em desvio de função, por não poderem mais desempenhar a função de concurso, destacadas para cuidar do portão da instituição, nos casos que envolvem um maior número de pessoas, como crianças, funcionários, pais, etc.

Na rede municipal, por se tratar de crianças pequenas, as orientações de segurança seguem critérios mais cautelosos?

Todas seguem uma mesma capacitação, mas há que se adequar ao nível de crianças atendidas, pois a cada faixa etária, há especificidades a serem respeitadas e que exigem uma atenção maior.

Há que se ressaltar a faixa etária atendida pela rede municipal de ensino: crianças de até 11 a 12 anos, com pequenas exceções de crianças com mais idade. Os casos extremos de violência, como o ocorrido em Suzano/SP, envolvem alunos de níveis mais elevados, adolescentes, cujas circunstâncias a serem consideradas são outras.

Como a escola reflete a sociedade e também a influencia, necessário se faz aprofundar o trabalho educativo norteado por uma cultura de paz: melhor relacionamento e aprofundamento de laços familiares; estreitamento de parceria entre famílias e escolas/Cmeis, a fim de que as crianças cresçam em um clima de segurança, que ultrapassa o limite físico das instalações físicas de cada instituição.

 

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