Pato Branco

Escola Integral participa da Olimpíada Brasileira de Robótica

Alunos conquistaram o 17º lugar entre 112 equipes de várias cidades do Paraná
A equipe da Escola Integral, na Olimpíada Brasileira de Robótica, etapa regional (Foto: Acervo Pessoal)

Um grupo de cerca de 14 estudantes da Escola Integral participou no último fim de semana da etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica, realizada no Centro politécnico da UFPR, em Curitiba. No torneio, que contou com a participação de 112 equipes representando escolas de vários municípios do Paraná, os estudantes precisaram desenvolver soluções em robótica e submetê-las a testes.

A equipe ficou com a 17ª colocação geral, desempenho considerado satisfatório tendo em vista que esta foi a primeira participação da escola na competição. A Integral também foi a única representante de Pato Branco na categoria Fundamental I. 

De acordo com Braian Lucas Camargo de Almeida, coordenador da equipe, na competição os protótipos desenvolvidos pelos alunos são submetidos a testes de diferentes níveis de dificuldade, que vão desde cruzar obstáculos até simular o resgate de uma pessoa, representada por um objeto. Quanto mais etapas concluídas com sucesso, mais pontos a equipe conquista.

Segundo Braian, todos os desafios possíveis são divulgados previamente, porém, as equipes conheceram as provas a que seriam submetidas apenas durante a competição.
Os dois primeiros colocados em cada nível na etapa regional garantem vaga para a etapa nacional, que por sua vez vale vaga para a fase internacional. Segundo Braian, a Escola deve competir novamente na etapa estadual do ano que vem.

Projeto
O projeto de ensino de robótica é realizado desde 2016 na escola Integral. Atualmente, cerca de 100 alunos participam das atividades de Ciência e Tecnologia, aplicadas desde o maternal até as séries do Fundamental II. O projeto conta com a monitoria de Braian e das instrutoras Míria Raquel Bossola e Franciele de Freitas Ludwig.

Segundo Braian, as atividades são multidisciplinares. “Eles não aprendem só a programar e montar o robô. Eles aprendem a trabalhar em grupo, a ter planejamento, liderança, a lidar com desafios, entre outros”, explica. Além disso, o projeto também aborda disciplinas como matemática, física e ciência.

O estudante Lucas Gomes, do sexto ano, explica que o projeto aliou o seu gosto pelos brinquedos Lego com o aprendizado. “Eu gosto de fazer as montagens, enquanto meu colega faz a programação. O desafio é uma brincadeira, a gente se diverte enquanto trabalha em equipe”, diz ele.

Vinicius Araújo, também do sexto ano, já participa do projeto a dois anos. Na equipe ele é um dos construtores. “Para a competição a gente pensou em partes. Precisávamos do motor, para ele andar, o centro que vai comandar as funções, o visor e o seguidor de linha”, explica o estudante sobre o robô que participou da competição.

Segundo o diretor da Escola Integral, Rodrigo Bertol, as atividades de robótica também são vistas como uma forma de aproximar os estudantes do contexto de uma sociedade tecnológica, que será cada vez mais automatizada.
 

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