Pato Branco

Entidades realizam ato contra bloqueios no orçamento da educação

["Manifestantes reunidos na tarde desta quarta na Pra\u00e7a Presidente Vargas"] (Foto: Helmuth Kühl)

No fim da tarde desta quarta-feira (15), foi realizada uma manifestação na Praça Presidente Vargas, centro de Pato Branco, contra os cortes no orçamento do ensino superior e educação básica, anunciados recentemente pelo Governo Federal. O ato também foi contrário à reforma da previdência.

O movimento foi realizado em consonância com a mobilização nacional realizada em todos os estados do País e no Distrito Federal nesta quarta-feira, pautada principalmente pela questão orçamentária das universidades.

Em Pato Branco, estiveram no ato estudantes, professores, servidores públicos, outros participantes contrários ao contingenciamento e a reforma da previdência, além de representantes de entidades estudantis, sindicatos e outras organizações de classe. Na ocasião foram realizadas falas sobre as pautas da movimentação, e apresentados cartazes a respeito dos temas.  

De acordo com Everson Lopes, presidente da APP Sindicato, Núcleo Sindical Pato Branco, a mobilização nacional foi articulada por centrais sindicais e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).  “Os cortes anunciados são uma afronta para a sociedade, pois a educação é o que move o mundo. Nós podemos ter cortes dessa magnitude em uma receita que já é menor se comparada a outros países”, opinou o representante, sobre o bloqueio de 30% no orçamento discricionário das universidades e institutos federais.

Lopes também falou sobre a reforma da previdência. “Nós entendemos que a reforma da previdência não vem para cortar privilégios de ninguém, pois grande parte dos privilegiados estão fora dessa reforma. Ela vem para atingir a classe trabalhadora. Temos aumento da idade mínima, do tempo de contribuição, provavelmente no valor da alíquota de contribuição. Em resumo seria você trabalhar mais tempo, pagando mais, para receber menos por menos tempo”. Ele disse ainda que o ato é uma atividade inicial para a greve geral programada para o próximo dia 14 de junho.

Estiveram presentes representantes de grupos estudantis, sindicatos e outras entidades de classe 

A presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), da UTFPR câmpus Pato Branco, Maria Thiele, adiantou que a comunidade acadêmica deve realizar uma nova atividade no próximo dia 25 de maio, sábado, na Praça Presidente Vargas. Na ocasião, serão apresentados projetos e ações realizadas pela universidade. “Em conversa com os estudantes nós concordamos que o dia 25 seria um dia de maior mobilização, mostrando o que temos na UTFPR, como extensão, pesquisa, iniciação científica, e outros projetos que interferem na sociedade”, disse. 

Região
Em Palmas, um ato também foi realizado ao longo do dia na Praça Bom Jesus, onde manifestantes realizaram exposições de trabalhos e apresentações culturais. A informação é do jornal A Folha do Sudoeste.

Em Realeza, estudantes, professores e servidores da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), realizaram uma mobilização na praça central, em conjunto com o sindicato local dos trabalhadores rurais. Segundo Camila Rossi, membro do sindicato dos professores da universidade, a ocasião foi tratada como uma aula pública, onde foram feitas explanações, painéis e outras atividades a respeito dos projetos e ações realizadas na universidade. O protesto seguiu de forma semelhante à noite, no campus da UFFS. Além dos cortes na educação superior e básica, a manifestação também foi contrária a reforma da previdência.

Mobilização em Realeza

Em Francisco Beltrão, o movimento começou por volta das 8h, na Praça Roseli Cornelius, ao lado da Câmara de Vereadores. Durante a tarde, na praça central, foi realizada exposição de trabalhos e projetos desenvolvidos nas universidades públicas do município. 

Também houve passeata, saindo da praça em direção ao câmpus da Unioeste. As informações são do Jornal de Beltrão.
O bloqueio no orçamento da educação foi classificado como preventivo pelo Governo Federal, que alega falta de recursos. Na tarde de ontem, o ministro da educação, Abraham Weintraub, foi convocado a esclarecer a medida no Congresso Nacional. Em entrevista nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro disse que não gostaria de contingenciar verbas, e chamou os manifestantes de “massa de manobra” e “idiotas úteis”.

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