Pato Branco

Enem 2017 encerrou provas com foco na área de exatas

Antes de o gabarito oficial ser divulgado pelo Inep, o Colégio Sesi Pato Branco analisou as questões do segundo dia de provas. Para os professores, a grande surpresa do exame ficou mesmo com o tema da redação
Professores do Colégio Sesi PB analisam as questões do segundo dia de provas do Enem, especialmente para o Diário do Sudoeste (Foto: Divulgação )

Aplicado em dois finais de semana consecutivos, as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) encerraram neste domingo, dia 12. Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o gabarito oficial será divulgado nesta quinta-feira (16), mas o Diário do Sudoeste se antecipou e adianta aos candidatos uma prévia de como foi o segundo dia de provas.

A análise das questões mais complexas e polêmicas foi feita pela equipe de professores do Colégio Sesi, de Pato Branco. Confira a seguir na reportagem.

Professores do Colégio Sesi PB analisam as questões do segundo dia de provas do Enem, especialmente para o Diário do Sudoeste

Análise de Matemática

As questões da área de Matemática mantiveram o mesmo padrão em relação às habilidades e competências propostas na matriz de referência do Enem, em especial os conteúdos que envolveram principalmente probabilidade, análise combinatória, interpretação de gráficos, média, mediana, áreas e volumes. Para as professoras Patricia Albani e Andressa Nichetti, o nível de dificuldade aumentou em relação aos anos anteriores, porém o exame ainda privilegia os mesmos conteúdos.


Ciências da Natureza

Sobre as questões da área de Ciências da Natureza, física apresentou maior incidência de questões na área de ondulatória e elétrica. Para o Professor Silvio Pilatti, de física, o conteúdo foi mal distribuído, porque priorizou assuntos bastante específicos, porém a maioria das questões pôde ser resolvida sem a utilização de fórmulas e também foram verificadas muitas questões envolvendo análise de gráficos, o que auxiliou bastante os candidatos.

Para a professora Edina Campos, em química, o conteúdo foi bem distribuído e observaram-se questões difíceis principalmente em eletroquímica. Já a professora Talita Kroetz, analisou que houve poucas questões de biologia, e as mesmas fugiram das epidemias atuais, apresentando também pouca interdisciplinaridade.


Ciências humanas

Os professores Eliane Chiqueleiro (filosofia e sociologia), Rejane Vezoli (história) e Márcio Piaceski (geografia) analisaram a prova de Ciências Humanas, que de forma geral evidenciou conhecimentos específicos de cada disciplina, dessa maneira a prova não tinha muitas questões que exigiam uma interpretação maior do contexto, eram pouco relacionadas entre as disciplinas e as demandas visíveis na sociedade.

A prova de filosofia abordava conteúdos clássicos da disciplina de caráter muito objetivo, a interdisciplinaridade da prova, embora não fosse regra, podia ser identificada entre sociologia, história e geografia nas questões de geopolítica. Para o professor Márcio Piaceski, “a geografia física foi o foco dessa disciplina, com temas relacionados a clima, hidrografia e relevo”.


Linguagens

A professora Cristina Rech, de Arte, analisou que “algumas questões abordavam contextos específicos, no caso das questões de arte, exigiam algum conhecimento prévio do aluno”. Nas questões de língua portuguesa enganou-se quem focou somente em interpretação de textos, pois, a prova cobrou conteúdos específicos das estruturas gramaticais, o qual é cobrado também na primeira competência avaliada na redação.

A redação “polêmica”

Por fim, do ponto de vista pedagógico, a temática da redação pode ser vista como a maior polêmica da prova do Enem 2017, tendo em vista que abordou o assunto inclusão de forma bastante específica.

O tema, que especificamente abordou a inclusão de surdos, e foi visto com dificuldade pelos alunos/candidatos, é com certeza bastante relevante e se apresenta como uma questão social que precisava ser vista com maior atenção por toda a comunidade escolar, afirma Elisa Denardi Tessaro, orientadora pedagógica do Colégio Sesi Pato Branco.