Especial

Empresários aprovam reforma trabalhista

["Campagnolo considera a aprova\u00e7\u00e3o da Reforma Trabalhista um marco hist\u00f3rico"]

Entidades empresariais e sindicais divergem sobre as mudanças na legislação trabalhista aprovadas pela Câmara dos Deputados na noite dessa quarta-feira (26). Enquanto associações patronais e do setor produtivo elogiam as mudanças, as centrais alertam para a perda de direitos e prometem mobilização para tentar reverter as mudanças no Senado, para onde o projeto de lei foi encaminhado.
A reforma altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre as mudanças, estão a que diz que, nas negociações trabalhistas, poderá prevalecer o acordado sobre o legislado e as que preveem mudanças nas férias e o fim da contribuição sindical. A reforma foi aprovada na Câmara por 296 votos a 177 e agora será analisada pelos senadores.
Para os empresários, as mudanças são um avanço e modernizam as relações do trabalho no país. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a reforma valoriza a negociação coletiva e prestigia empresas e trabalhadores, que, poderão dialogar e encontrar soluções pactuadas para suas divergências.
“Modernizar e desburocratizar as relações do trabalho no Brasil é urgente e necessário. É um caminho que contribuirá para a retomada dos empregos. Apesar dos avanços da tecnologia e da evolução nas formas de se produzir, as leis trabalhistas do Brasil perderam o compasso”, diz nota da CNI. Para a entidade, a CLT, de 1943, tornou-se obsoleta em diversos aspectos, e sua atualização vai garantir competitividade para as empresas e proteção para os   trabalhadores.
Para a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a aprovação das alterações na CLT é fundamental para modernizar as relações de trabalho e gerar mais empregos no Brasil. O presidente da CNT, Clésio Andrade, disse que as mudanças serão positivas para toda a cadeia produtiva e também para os trabalhadores.
“Isso é crucial para o desenvolvimento do país. Todos sabemos que a CLT é muito antiga e, com a reforma, avança-se muito em alguns pontos. Tudo isso vai criar condições para que o Brasil volte a crescer, as empresas melhorem sua situação e voltem a gerar empregos”, afirmou.
A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) também considera a aprovação da reforma importante para a modernização das leis trabalhistas no Brasil. Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a nova legislação traz segurança jurídica para as empresas e os trabalhadores. “Estamos em 2017 e não podemos continuar vivendo com uma legislação da década de 1940. Todos os direitos dos trabalhadores foram mantidos: décimo terceiro, 30 dias de férias, aviso prévio, Fundo de Garantia, tudo mantido. E foi criado um espaço de negociação, para que as partes possam encontrar o que mais convém a elas”, disse. 


Fiep

O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, considera a aprovação da Reforma Trabalhista um marco histórico para as relações de trabalho no Brasil. “Especialmente neste período de crise, a criação de regras mais condizentes com a realidade atual do mercado de trabalho será um importante instrumento para que comecemos a recuperar os mais de 13 milhões de postos de trabalho fechados nos últimos anos”, afirma.  
Campagnolo ressaltou a expressiva votação da bancada paranaense em favor da Reforma Trabalhista. Dos 30 deputados que representam o Estado na Câmara, 27 estavam presentes no plenário e 20 votaram favoravelmente à proposta. “Os parlamentares entenderem a extrema necessidade de se modernizar uma legislação que vem desestimulando a geração de empregos no país, e não cederam às pressões daqueles que atuam apenas para desinformar a população”, diz. “Este é o momento para o Brasil criar um ambiente mais favorável aos negócios e ao investimento produtivo, o que se reverterá e mais empregos e renda, beneficiando toda a sociedade. O país não pode mais esperar”. (Com informações da Agência Brasil).

Setor empresarial sustenta que mudanças vão estimular a economia

*Leia o artigo ‘Modernização trabalhista privilegia a liberdade de escolha’, da diretora de Relações Institucionais da CNI, em Opinião 

Classificados