Região

Emater realiza reunião sobre projeto de Olericultura Orgânica

Encontro realizado na regional de Pato Branco do instituto (Foto: Paloma Stedile)

Com o objetivo de fortalecer e ampliar o cultivo de produtos orgânicos, especialmente consumidos na merenda escolar, o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) está realizando reuniões nas macrorregiões Sul, Norte, Noroeste e Oeste, a fim de planejar como será a partir dos próximos dez anos.

Na quarta-feira (12) foi a vez da região Oeste, sendo que Pato Branco sediou o encontro, que contou com a presença de aproximadamente 20 gerentes, de quatro regionais da Emater: Pato Branco, Francisco Beltrão, Dois Vizinhos e Laranjeiras do Sul. “O Instituto Emater, por meio do novo Governo do Estado, tem estabelecido como meta a atuação por projetos. E um deles, que passa a ganhar força, é o projeto de Olericultura Orgânica. Se pensa muito, num futuro não distante, em fornecer alimentos orgânicos a todas as merendas escolares. E hoje não temos produção suficiente para isso”, explica o gerente da macrorregional da Emater, nas regiões Oeste e Sudoeste, Carlos Alberto Wust da Silva.

De acordo com o coordenador estadual de Olericultura da Emater, Paulo Cesar Hidalgo, atualmente 1,1 milhão de refeições são fornecidas por dia pelo Governo à Rede Estadual de Ensino. “O objetivo é chegar a 2030 com 100% do abastecimento da merenda escolar com produtos orgânicos, ou seja, sem veneno, sem resíduo, enfim, alimentos seguros”.

Produção

Além de incentivar os agricultores que já produzem alimentos para a merenda escolar, a ideia com o projeto é que mais pessoas passem a cultivar produtos orgânicos, sem uso de inseticida, herbicida ou fungicida.

O gerente regional de Pato Branco do Instituto Emater, Luiz Francisco Lovato, estima que hoje há uma média de dez agricultores por município, que produzem alimentos para a merenda escolar. “O intuito é que haja regularidade de produção de orgânicos, com produtos o ano inteiro e que sejam também diversificados. Afinal, têm alguns produtos que ainda não estão com a parte orgânica muito bem viabilizada”.

Projeto

Para colocar o projeto de Olericultura Orgânica em prática, conforme Silva, “a Emater passa a organizá-lo. Para isso, precisamos aumentar a produção; precisamos de novos produtores, que aceitem a proposta; essa nova proposta de produção orgânica não pode ser apenas ideológica, tem que gerar renda aos produtores. E nós, internamente, precisamos estabelecer um time de ação nessa linha. Ter profissionais extensionistas, que tenham domínio do conteúdo para produção orgânica”.

O gerente da macrorregional da Emater acrescenta que essa reunião em Pato Branco foi o início da proposta, “tentando estabelecer um início de organização, definição de possíveis nomes, estratégias de ação. Num momento seguinte — tendo definidos os times, ou seja, quais extensionistas vão trabalhar no projeto —, vamos capacitar os profissionais e os produtores; organizar a comercialização, que é uma questão muito importante. Outro ponto importante nessa questão comercial é que não podemos deixar o produtor refém somente da merenda escolar; ele tem que encontrar outros canais de comercialização”.

Ele ainda acrescenta: “O nosso papel de extensão rural é servir de base técnica, informação de conteúdos tecnológicos para que os produtores possam efetivamente produzir de maneira orgânica, tendo um acréscimo de renda e começar uma estruturação desse projeto. A partir dessa reunião, os gerentes e as equipes regionais do Emater levarão aos seus municípios. Só no Sudoeste são 42 municípios. Então vão ser levadas essas informações, organizados os produtores; organizada a produção; articulados canais de comercialização, tendo como referência inicial nesse momento a alimentação escolar”.

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