Saúde

Distrito Federal confirma primeiro caso de botulismo em 2018

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou o primeiro caso de botulismo neste ano.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou o primeiro caso de botulismo neste ano. A pasta não revelou mais detalhes sobre o caso – apenas esclareceu que a família do paciente foi orientada pela Vigilância Epidemiológica e que a Vigilância Sanitária, por sua vez, realizou fiscalização adequada nos locais onde o paciente se alimentou.

Ainda de acordo com a secretaria, outros dois casos de botulismo no Distrito Federal foram investigados ao longo de 2018 e, posteriormente, descartados.

 

A doença

O botulismo é uma doença neuroparalítica grave, não contagiosa, causada pela ação de uma potente toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum, que pode ser encontrada no solo e em água não tratada. Essa bactéria produz esporos que sobrevivem até em ambientes com pouco oxigênio, como alimentos em conserva ou enlatados. Nesses ambientes, ela produz uma toxina que, mesmo se ingerida em pouquíssima quantidade, pode causar envenenamento grave.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as toxinas de botulismo são algumas das substâncias mais letais conhecidas pela medicina.

O botulismo pode ser contraído por meio de alimentos enlatados, mal conservados ou mal lavados ou por ferimentos abertos que entrem em contato com a bactéria ou a toxina.

Todas as formas da doença se caracterizam por manifestações neurológicas e/ou gastrointestinais.

 

Tipos da doença

Botulismo infantil: Também conhecido como botulismo do lactante, este é o tipo mais comum e costuma acometer crianças de aproximadamente dois a seis meses de idade. O fator neste caso é exclusivamente a idade. Aqui, a bactéria causadora do botulismo multiplica-se e libera toxinas dentro do trato gastrointestinal do bebê e pode causar graves complicações à sua saúde.

Entre os sintomas, estão: constipação (muitas vezes o primeiro sinal); movimentos flexíveis, devido à fraqueza muscular e dificuldade para controlar a cabeça; choro fraco; irritabilidade; baba excessiva; pálpebras caídas; cansaço; dificuldade de sucção ou alimentação; e paralisia.

Botulismo alimentar: Esse tipo de botulismo se pega por meio da ingestão de alimentos contaminados com a bactéria – que geralmente se prolifera em ambientes com pouco oxigênio, como no caso de alimentos enlatados. Os alimentos mais comumente contaminados pela bactéria são vegetais em conservas caseiras, carne de porco e presunto, peixe defumado ou cru, mel, entre outros. Beber água contaminada com a bactéria do botulismo também pode levar à doença. Por isso, viver em regiões que não dispõem de saneamento básico adequado ou de tratamento de água também pode elevar os riscos de uma pessoa apresentar a condição.

Entre os sintomas, estão: dificuldade para engolir ou falar; boca seca; fraqueza facial em ambos os lados da face; visão turva ou dupla; pálpebras caídas; dificuldade para respirar; náuseas, vômitos e cólicas abdominais; e paralisia.

Botulismo das feridas: As bactérias podem entrar no organismo por meio de lesões na pele, machucados e outras feridas, onde liberam as toxinas e levam a uma grave infecção. Outro fator de risco é ser usuário de drogas injetáveis.

Entre os sintomas, estão: dificuldade para engolir ou falar; fraqueza facial em ambos os lados da face; visão turva ou dupla; pálpebras caídas; dificuldade para respirar; e paralisia.

 

Prevenção

  • A melhor prevenção, de acordo com o Ministério da Saúde, está nos cuidados com o consumo, a distribuição e a comercialização de alimentos. As orientações incluem:
  • Evitar a ingestão de alimentos em conserva que estiverem em latas estufadas, vidros embaçados, embalagens danificadas ou com alterações no cheiro e no aspecto
  • Produtos industrializados e conservas caseiras que não ofereçam segurança devem ser fervidos ou cozidos por 15 minutos, antes de serem consumidos
  • Não conservar alimentos a uma temperatura acima de 15ºC.

Ainda segundo a secretaria, o êxito do tratamento depende do diagnóstico precoce da doença e das condições do local onde será realizado. Quanto antes a pessoa contaminada for levada a uma unidade de terapia intensiva (UTI), maiores as chances de recuperação.

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