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Dirigente do Athetico Paranaense humilha jornalista em coletiva

(Foto: Miguel Locatelli/ Athetico Paranaense)

Nessa segunda-feira (13), o Athetico Paranaense promoveu um encontro com jornalistas onde a principal pauta era o caso de doping de jogadores do clube na Copa Libertadores.

No encontro, o presidente do Conselho Deliberativo do Athletico, Mario Celso Petraglia, não gostou de ser questionado sobre a dívida da Arena, e pediu para a repórter Luana Kaseker “se calar” e ameaçou proibir a entrada da Gazeta do Povo nas próximas coletivas do clube.

A repórter ainda questiou quanto a ausência do volante Bruno Guimarães da partida contra o Boca Juniors (por causa de uma amigdalite, diz o Athletico) teria também relação com alguma suspeita de doping. Momento esse que o 'cartola', interrompeu a jornalista e de forma ríspida e a advertiu, conforme pode ser acompanhado no vídeo. As declarações do dirigente, a jornalista acontecem quando a coletiva se aproxima de 25 minutos. 

 

O Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor) emitiu nota de repúdio pelo ocorrido. A nota pode ser lida na íntegra.

Nota de Repúdio

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) repudia com veemência mais um ataque ao livre exercício profissional proferido pelo presidente do Conselho Deliberativo do Clube Athletico Paranaense, Mario Celso Petraglia.

O dirigente humilhou e hostilizou a jornalista Luana Kaseker da Silva Freire, do jornal Gazeta do Povo, durante uma coletiva de imprensa nessa segunda-feira (13), ao mandar a profissional se calar e impedir que ela concluísse uma pergunta. Petraglia também ameaçou não liberar mais a participação do jornal em futuras coletivas do clube.

Mesmo que a coletiva convocada pelo Athletico fosse sobre a situação de doping de atletas, bastava ao presidente dizer que não responderia à questão quando foi questionado sobre a dívida da Arena da Baixada.

A falta de respeito com profissionais da imprensa se tornou corriqueira, mas é lamentável e inaceitável. Impedir jornalistas de trabalhar por não gostar das perguntas feitas viola o livre exercício profissional.

Casos de violência contra jornalistas vêm crescendo muito no Brasil, especialmente quando existem mulheres trabalhando na cobertura esportiva. O setor está entre os que mais registram situações de intimidação, assédio, machismo e agressão. Não podemos permitir que isso continue acontecendo.

O SindijorPR reitera, mais uma vez, sua postura intransigente em defesa do livre exercício profissional e do respeito ao trabalhador jornalista, que exerce ofício tão caro à sociedade democrática.

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