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Colégio Integral completa 50 anos de fundação

O Colégio Integral de Pato Branco esteve de aniversário esta semana. No último dia 08 de agosto, quarta-feira, a instituição de ensino completou 50 anos de fundação, marco celebrado com muita festa por alunos e seus familiares, professores, servidores, direção, egressos e amigos.
(Foto: Divulgação)

O Colégio Integral de Pato Branco esteve de aniversário esta semana. No último dia 08 de agosto, quarta-feira, a instituição de ensino completou 50 anos de fundação, marco celebrado com muita festa por alunos e seus familiares, professores, servidores, direção, egressos e amigos.

Durante todo o dia foram realizadas atividades de comemoração, como brincadeiras, exposições, confraternização e bolo de aniversário. Os festejos, porém, continuarão para além da data. De acordo com Rodrigo Bertol, diretor do colégio, durante as próximas semanas os alunos participarão de uma gincana, que envolverá ações de integração.

Divididos em equipes formadas por estudantes de diferentes séries e turmas, os alunos realizarão atividades com a família, por meio do resgate de brincadeiras antigas, por exemplo, e com a comunidade em geral por meio de trabalhos voluntários, como doação de alimentos. Também serão realizadas atividades envolvendo a comunidade no entorno da escola.

Além disso, alunos do Ensino Médio desenvolveram práticas dentro dos projetos estra curriculares relacionados as competências avaliadas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Entre eles está um vídeo sobre a história do colégio.

Fundado em 1968 como um curso supletivo, o Colégio Integral oferece hoje turmas desde a educação infantil até o ensino médio. Nos últimos anos, a escola passou por várias ampliações, e conta com laboratórios de informática, química, física, além de ampla biblioteca, ginásio de esportes e cozinha, que oferece refeições de segunda a sexta para alunos que optam por permanecer na escola para projetos, aulas de reforço ou contraturno, e também para atender aos estudantes do tempo integral, um diferencial para atender as famílias cujos filhos precisam permanecer mais tempo na escola.

Porém, Rodrigo destaca que o patrimônio mais significativo da escola são seus valores e ideais, que norteiam seu método de trabalho. O Colégio Integral, conta ele, se preocupa com uma educação de caráter humanista, que forme cidadãos críticos, atuantes e responsáveis.

Para isso, o Colégio investe em projetos como o Conexões, que realiza avaliações individuais dos alunos ao longo de todo o ano. “Por ela você consegue avaliar onde estão as dificuldades para realizar uma ação corretiva imediata”, detalha. Há ainda a iniciativa Escola da Inteligência, que promove atividades de desenvolvimento da inteligência emocional, estimulando a reflexão sobre sentimentos como medo, alegria, raiva, frustração, além de conceitos como respeito e responsabilidade.

Quanto ao método de ensino, o Colégio oferece contraturnos e horários de apoio, aulas práticas, muitas delas fora da sala de aula, projetos de futebol, balé e caratê, no contraturno, a Feira de Empreendedorismo, social, ambiental e econômico, tema que é trabalhado em caráter de matéria. Outro destaque é o projeto de robótica, que já levou alunos a participarem de competições nacionais e estaduais.

Há ainda os projetos que também são abertos a comunidade em geral, como introdução a Química e fotografia relacionada a Geografia, e o Colégio conta ainda com um sítio de 25 alqueires, onde os alunos têm contato com rios, animais e com a natureza de um modo geral.

 

História

De acordo com Luci Bertol, uma das responsáveis pelo Colégio, e que testemunhou toda a sua história, a semente da instituição foi o Ginásio Sudoeste, fundado por Sadi Bertol (in memorian), seu marido, que oferecia o Ensino Supletivo do Primeiro Grau. As atividades do ginásio começaram em 08 de agosto de 1968, nas dependências do Colégio La Salle.

Luci conta que eram tempos em que muitos adultos não tinham a certificação formal de seus estudos, ou mesmo não haviam completado os estudos, mesmo já ocupando postos no mercado de trabalho.
Cursando o supletivo, em alguns meses o estudante conseguia a sua certificação de primeiro grau. Mais tarde, em 1975, implantou-se o Segundo Grau em Educação Geral, função suplência. No mesmo ano a escola passou a se chamar Colégio Integral, e a funcionar nas dependências do Colégio Nossa Senhora das Graças.

Luci avalia que a escola contribuiu muito para o desenvolvimento do município de Pato Branco, sobretudo por sanar a necessidade de alfabetização e formação básica para uma geração de pessoas, o que garantia os requisitos mínimos para a busca de um curso de graduação, e de outras formas de progressão pessoal e profissional.

Em 1979, o Colégio se transferiu para a sede própria, no bairro Parzianello, onde se encontra até hoje. Luci lembra que com a universalização cada vez maior da educação, a procura por cursos supletivos foi diminuindo, e a escola passou a atuar em outras frentes, sempre de forma gradativa. Em 1991, houve a implantação do Ensino em Educação Infantil e a 1ª Série do Ensino Fundamental I; em 1995, foi implantado o Ensino Fundamental II, com turmas de 5ª a 8ª séries. Em 2004, a instituição passou a se chamar Escola Integral, e em 2018, por conta da oferta do Ensino Médio, a escola voltou a se chamar Colégio Integral. Neste ano, a escola também passou a ofertar o Ensino de Tempo Integral.

 

 

 

 

 

 

 

 

Valores

Há 15 anos, o Colégio Integral possui parceria com o Grupo Marista, por meio da editora FTD. Airton Pierin, do setor de relacionamento da editora, acredita que o Integral corrobora com as diretrizes do grupo, que são: visão, valores e missão. “Os alunos do Integral conseguem participar dos vestibulares das grandes universidades brasileiras. Acredito que tudo isso é em função dos três valores, para a vida e para o futuro”, comenta.

Luci Bertol comenta que considera a escola como uma família, e isso reverbera entre os alunos. O Diário do Sudoeste conversou com alunos do recém implantado Ensino Médio, e o ambiente familiar foi um dos pontos destacados pelo grupo, como se os colegas fossem irmãos e os professores fossem pais. A integração de prática e teoria também foi destacado, assim como o constante diálogo, para buscar saber a opinião dos alunos a respeito do andamento das aulas e também sobre o seu bem-estar. Participaram da conversa os estudantes Maria Eugenia Della Flora, Maria Clara Tesser, Pedro Henrique Giasson, Otávio Augusto Lachman e João Augusto Bertol de Trindade.

Para Fabiane Grike, coordenadora do nono ano e Ensino Médio, um dos grandes diferenciais do Colégio são as disciplinas de projetos, onde são trabalhadas as áreas de Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Linguagens, competências avaliadas no Enem. “Eles vão vivenciar profissões. Quem está no nono ano e Ensino Médio passa seis meses em cada área, e quando ele chega no terceiro ano do médio ele passa um ano. Por exemplo, se ele quer Medicina, ele passa por todas as áreas do conhecimento e se dedica as ciências da natureza. Para vivenciar, pois as vezes o aluno está tão inseguro, quer uma determinada profissão, mas tem as habilidades. Essas optativas fazem com que o aluno conheça as profissões”, detalhou.

A professora Fabiely Fracaro esteve dos dois lados da sala de aula, pois ela também foi aluna do Colégio Integral, onde cursou a sexta, sétima e oitava séries. “Eu gostava muito aqui da escola pela didática. Nós tínhamos uma matéria chamada Moral e Ética, que foi muito proveitosa. Naquela época não se falava tanto em bullyng, por exemplo, mas a matéria já tratava de comportamento, então a gente já recebia uma boa formação”.

Hoje, professora de Artes e Educação Física, ela diz ser gratificante lecionar na escola onde estudou. “Quando eu já estudava aqui eu já queria ser professora, e uma das minhas metas era dar aula aqui. Hoje minha filha estuda aqui e fazemos parte dessa família, por conta do acolhimento”.