Entrevista

Cláudio Petrycoski avalia cenário econômico

Cláudio Petrycoski: a história mostra que municípios que estruturaram aeroportos conseguiram outro patamar de desenvolvimento

O presidente do Irdes (Instituto Regional de Desenvolvimento Econômico e Social) e vice-presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) Cláudio Petrycoski avaliou a economia nacional e regional, a pedido do Diário do Sudoeste. Confira a entrevista:

Diário do Sudoeste - Como o senhor avalia o comportamento da economia no ano passado e o que espera de 2018?

Cláudio Petrycoski - Os indicadores econômicos demonstram que 2017 foi um ano representativo, através das mudanças nas tendências do mercado representando, de fato, a saída da fase de crise econômica nacional. Na realidade superou expectativas de muitos empreendedores. Para 2018 a expectativa é de que o cenário político não venha atrapalhar o pouco que evoluímos e, assim, tenhamos um ano ainda melhor, de recuperação. Afinal a grande parcela dos problemas econômicos que vivemos surge a partir da crise política há muito tempo instalada no país que expos, positivamente, as vísceras de um sistema viciado para o povo. Cabe a população ter, agora, o discernimento em saber escolher seus representantes. Em geral

2017 foi um positivo para o emprego na indústria em Pato Branco. O que permitiu a retomada dos empregos no setor?

Apesar das dificuldades nacionais Pato Branco, vive fase de prosperidade em praticamente todas as áreas, com exceções pontuais. Tantas boas notícias e conquistas geram um comportamento de consumo proativo que só move mais intensivamente as engrenagens econômicas. E nisso há, sim, o mérito da boa condução política que se reflete, diretamente, na geração de empregos número um do Estado e no desenvolvimento econômico como um todo. Pato Branco oferece boa infraestrutura, qualidade de vida e perspectivas para sua gente. E os resultados na geração de empregos são consequência de tais conquistas alcançadas ao longo de nossa história e potencializadas pelo prefeito Augustinho Zucchi que se mostra um líder político diferenciado e ótimo gestor tendo foco, articulação e a visão necessária para a boa condução do município.

Como acredita que a linha aérea vai contribuir para Pato Branco?

A história mostra que municípios que estruturaram aeroportos conseguiram outro patamar de desenvolvimento. E Pato Branco reunia, há anos, uma topografia relativamente favorável para estruturação de um bom aeroporto.

Concluído ele integrará a cidade a grandes centros e permitirá com maior facilidade a mobilidade de lideranças, empreendedores e expressões das mais diversas áreas, inclusive cultural e esportiva, o que tende a ser positivo.

A linha aérea não dependerá isoladamente de Pato Branco. Envolverá os custos das passagens e o interesse de potenciais usuários da região em agilizar suas viagens para Curitiba e outros pontos do país.

Sobre a aquisição da Dako pela Atlas, o que isso vai representar para a empresa e em termos de empregos na região?

Dentro do que investimos para possuir a marca Dako projetamos, sim, incrementos em vendas através de novos produtos ou do volume de vendas via ampliação na participação no mercado de eletrodomésticos. Havendo aumento na produção por consequência poderemos ter mais empregos gerados regionalmente e expansão da indústria.

Como o problema de quedas de energia elétrica tem prejudicado o município e o que a Fiep defende como solução do problema?

um problema grave, sim, mas pontual. As autoridades responsáveis estão cientes e estão agilizando solução no sentido de ter uma rápida resolução do problema. Acreditamos que a solução não tardará.

Como está a implantação do Observatório Social e como isso contribuirá para a gestão pública no município?

Através do Instituto Regional de Desenvolvimento Econômico e Social – Irdes, onde atuo na presidência, realizamos o papel de incentivar a criação do Observatório Social. Ele está em fase de formação tendo a frente o presidente Luiz Afonso Wan-Dall Júnior. Várias empresas e pessoas físicas se propuseram a auxiliar financeiramente. Em janeiro o Observatório deverá estar iniciando atividades, sem alardes mas focado no que interessa: a boa aplicação dos recursos públicos.

A existência de um Observatório Social será interessante até para os gestores públicos no sentido de assegurar maior segurança nos atos e assegurar maior poder de compra ao dinheiro público. Existem casos no país em que muitas vezes grande quantidade de produtos licitados apresentam valores similares ao preço unitário, o que é, no mínimo, questionável. Deveria ser mais barato. Com uma visão de análise a mais existindo, os próprios envolvidos em licitações tendem a ser mais cuidadosos e a economia vem, fazendo com que a comunidade saia ganhando por consequência.

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