Pato Branco

Cinotécnicos participam de curso em Pato Branco

Com atividades em sala de aula e a campo, bombeiros, policiais civis e militares e guardas municipais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal, participam de curso em Pato Branco, onde objetivo é a troca de experiências no trabalho com cães.

O treinamento que se iniciou na sexta-feira (13), segue até este sábado (14), quando principalmente serão colocadas em prática a técnica debatida na sexta pelos cerca de 30 profissionais, com destaque para a técnica de busca por odor específico.

Como instrutor da técnica, o cabo da Polícia Militar de Santa Catarina, Marcos Paulo Cattoni, que está lotado no 14º Batalhão da Polícia Militar em Jaraguá do Sul.

Segundo Cattoni, muito policiais que atuam como cinotécnicos trabalham com a técnica de odor específico, que é a procura por um cheiro único dado ao cão para as buscas. “Este treinamento serve para trocar conhecimentos e aperfeiçoar a técnica, para melhorar a prestação de serviços”, afirma.

O cabo explica que a técnica de odor específico, se destaca pela precisão na busca. “No cenário de busca por ter inúmeras contaminações [odores diferenciados], porém, com a técnica, o cão se volta a procurar apenas o cheiro que lhe foi apresentado”, esclarece.

Em comparação com outras técnicas aplicadas pelas equipes de segurança (venteio e rastreio), Cattoni afirma que a de odor específico vem sendo aperfeiçoada e ganhando novos adeptos. “Este é o grande momento desta técnica”, frisou, dizendo que o cão deve ser apresentado a ela desde o início dos treinamentos, tão logo ocorra o desmame e terminado o quadro de vacinações, porém, a manutenção deve acontecer mesmo após a formação do animal.

Trabalho com cães

Cattoni avalia que atualmente o trabalho com cães vem ganhando espaço em muitas cidades e corporações. Segundo ele, além das unidades adquirirem animais e contratarem profissionais para adestramento de cães, o que se observa é policiais e bombeiros adquirindo animais por conta própria, por gostar de fazer o trabalho e acaba posteriormente incorporando a rotina, obtendo resultados positivos, seja salvando vidas ou retirando entorpecentes de circulação.

Atuação em três frentes

Atualmente em Pato Branco, oito animais estão “a serviço” das equipes de segurança. Os mais conhecidos são os quatro cães que integram o Canil da Rotam do 3º BPM.

Segundo o cinotécnico Fábio Ziembicki, o canil conta com um rottweiler que auxilia a equipe de Rádio Patrulha, dois pastores belga [um em treinamento e o mais conhecido Thor que atua no faro de entorpecentes], o quarto cão da equipe é um bloodhound, de pouco mais de um ano, que substituiu Radar que em fevereiro de 2017 desapareceu em meio a buscas na região.

Outra corporação que conta com a presença de cães em seu trabalho sãos os bombeiros. No caso do 2º Subgrupamento de Bombeiros Independentes (SGBI), são dois os soldados bombeiros que incluíram os cães em suas atividades.

As técnicas de busca de pessoas seguem sendo repassadas a um labrador e a um pastor belga malinois, segundo João Carlos Alves.

A mais recente a incorporar cães na rotina foi a Polícia Civil, por meio do Núcleo de Operações com Cães (NOC), que é vinculado à Divisão de Narcóticos.

Os dois cães são da raça labrador e estão sendo treinados para identificação de entorpecentes, mas também recebem adestramento para busca de armas, segundo o responsável pelo NOC da Polícia Civil de Pato Branco, Juliano Riboli.