Agropecuária

Chicago registra o menor patamar para a soja em dois anos

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira (19), com preços mais baixos.
Maior temor é de que as retaliações sejam ainda mais fortes para a soja em grão (Foto: Arquivo Diário Do Sudoeste)

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira (19), com preços mais baixos. O mercado fechou acima das mínimas do dia, quando a posição julho caiu cerca de 6% e chegou a operar a US$ 8,41, o menor patamar em dois anos.

A queda foi determinada pela intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China. O governo Trump indicou que poderá ampliar a sobretaxa de 25% para o equivalente a US$ 200 bilhões em produtos chineses. O país asiático já deixou claro que vai retaliar se as medidas forem confirmadas.

O maior temor em Chicago é que essas retaliações sejam ainda mais fortes para a soja em grão. A partir de 6 de julho, a soja americana estará sobretaxada em 25% no mercado chinês.

Completando o quadro negativo, as condições das lavouras americanas continuam boas. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até 17 de junho, 73% das lavouras americanas estavam entre boas e excelentes condições, 22% em situação regular e 5% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, os números eram de 74%, 21% e 5%, respectivamente.

Brasil

O mercado brasileiro de soja teve ritmo lento na comercialização no Brasil, com preços fracos, de estáveis a mais baixos. A forte baixa da soja na Bolsa de Chicago pressionou o mercado nacional, mas a alta dos prêmios de exportação limitou o impacto baixista das perdas da oleaginosa na bolsa.

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