Vanilla

Cerveja para todos os lados

É no Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau, que circulam as principais novidades de um mercado que conquista cada vez mais adeptos. Vanilla visitou o evento e conheceu o universo das pessoas que não bebem, degustam cerveja

Daniel Zimmermann/Assessoria

Entre 12 e 15 de março Blumenau volta a fazer jus ao título de capital nacional da cerveja por conta de um grande evento ligado a bebida. Diferente da Oktoberfest, onde a regra costuma ser beber, beber, beber e, se possível, beber mais um pouco, no Festival Brasileiro da Cerveja os motes são descobrir e degustar.

São dezenas de expositores, praticamente todos de cervejas artesanais; É uma gama de empresários que investem pesado em processos de fabricação, ingredientes e outras inovações para conseguir sabores únicos. Por isso o festival é um “copo cheio” para os apreciadores experientes ou para quem quer ir um pouco além do óbvio das mesas de bar.

É uma infinidade de cerveja, muitas delas que só são encontradas no evento e que nunca chegarão ao mercado.

Segundo os organizadores, os visitantes tiveram à disposição 600 diferentes rótulos. Fica até difícil escolher por onde começar. O jeito foi pegar os “ninkasis”, a moeda de mentira que circula no festival e que funciona como uma espécie de ficha, e andar pelos dois pavilhões da Vila Germânica.

Marileia Dereti é de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, e estava com um grupo de amigos no terceiro dia do evento. Animada, ela disse ser a primeira vez que participava do festival e, já “altinha”, estava achando tudo muito legal. “Passei da conta”, informava ela, acrescentando que, mesmo sem entender direito de cerveja, queria provar mais algumas.

Gustavo Dirksen foi outro a participar pela primeira vez do evento. De Massaranduba (SC), cidade que fica cerca de 40 minutos de Blumenau, achou que o festival estava bem diversificado. Mesmo achando que deveria ter um mapa mais fácil para achar as cervejarias, ele disse ter gostado do que viu e, melhor, do que provou.

O festival mostrou muito mais do que cerveja, mostrou que os consumidores estão mudando. Foi-se o tempo de beber as marcas tradicionais, fabricadas pelas grandes indústrias de cerveja do país. A graça está justamente em ter um rótulo próprio, um sabor único.

A diversidade dita é tanta que a Cerveja do Ano escolhida no Concurso Brasileiro de Cerveja, que ocorre simultaneamente ao festival, foi a Açaí Stout, que como o nome já diz, tem sabor de açaí. A marca é da Cervejaria paraense Amazon Beer.

O festival é de fato um agregador de novas cervejarias e marcas, fator que tornou o evento prestigiado inclusive internacionalmente.

Cervejeiros de todos os cantos do país participam do evento cuja programação inclui também palestras, workshops, muita música e uma culinária de dar inveja (e água na boca).

Crescimento

Neste ano o Festival Brasileiro da Cerveja reuniu 31.883 pagantes, segundo a organização do evento, o que representa um aumento de 47% com relação ao público pagante da última edição, em 2013.

Para provar as comidas e as bebidas da festa, os consumidores gastaram R$ 1,5 milhão, crescimento de 77% em relação ao ano passado.

Em 2015, o Festival acontecerá de 11 a 14 de março e não se descarta a possibilidade de aumentar o espaço. Segundo os organizadores, várias cervejarias ficaram de fora neste ano. “Nós recebemos 40% das micro-cervejarias do Brasil e se mais 10% ou 15% quiserem participar já vamos precisar de outro pavilhão. Temos que atender essa demanda”, disse o secretário de Turismo e presidente da Vila Germânica, Ricardo Stodieck.

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