Pato Branco

Casal pretende “abraçar” Santa Catarina de bicicleta

Cada ciclista, seja ele adepto a grandes distâncias ou competições de velocidade, tem viva em sua mente o que o levou a dar as “primeiras pedaladas” não mais com aquele estímulo apenas de passar algumas horas.
Todos também carregam consigo, histórias, muitas delas de novas amizades, de lugares antes desconhecidos. Assim, vão se tornando colecionadores.
Esta semana, o casal Belani Niedrmeir Breda e Alexon Luiz Breda, por assim dizer colecionou mais uma história durante o circuito que estão fazendo pelas fronteiras de Santa Catarina.
Paranaenses de origem, o casal que hoje mora em Balneário Camboriú (SC), deu uma pausa de um dia [conforme estava previsto por eles] para reencontrar em Pato Branco familiares e histórias contadas pelos pais de Alexon, que aqui residiram.
Em entrevista ao Diário do Sudoeste o casal contou que, com o objetivo de percorrer cerca de 2.100 quilômetros dos limites e Santa Catarina, deixaram Balneário Camboriú em 31 de outubro, aonde segundo cronograma feito, somente devem regressar no início de dezembro. 
“Ao chegarmos em Pato Branco completamos 618 quilômetros percorridos em sete dias”, disse Alexon, revelando que em 2017, na companhia de uma irmã de Belani, Lina [quem também estimulou o casal inserir a bicicleta na rotina diária], o casal pedalou de Balneário Camboriú a Maravilha (cerca de 600 quilômetros de distância).
A experiência da estrada, fez com que os dois se motivassem e programassem para este ano, um novo desafio. “Conversamos e optamos em aumentar o percurso”, disse ele apontando ainda que para a escolha do novo roteiro, o fator segurança foi primordial.
“Assim surgiu a ideia de darmos um abraço em Santa Catarina”, comentou Alexon que juntamente com a esposa no primeiro dia do desafio percorreu 121 quilômetros, destes 95 abaixo de chuva. 
Neste primeiro dia, eles também enfrentaram a Serra Dona Francisca, na SC 301. Os cerca de 20 quilômetros segundo Belani foram vencidos em tiros curtos de pedaladas, alternados com pequenas pausas para descanso.
Ao saírem de Pato Branco, o casal que ingressou no Paraná por General Carneiro, voltou a pedalar por rodovias catarinenses, como destino a casa de mais familiares em Maravilha, para após uma parada de dois ou três dias novamente ganhar as estradas, para enfim seguir margeando o rio Uruguai na divisa com o Rio Grande do Sul, já encaminhado o desafio para a etapa final, que é retornar ao litoral de Santa Catarina.

Conquistas
Para o casal a coleção que vem se formando são as experiências vivenciadas, o contato com novas pessoas e até mesmo conhecer culturas que dentro de um mesmo estado variam de acordo com cada região.
“Gostamos de ter contato com as pessoas quando chegamos aos lugares, de conversar, conhecer um pouco da vida delas e dos lugares que paramos”, revelou Belani, ouvindo do marido “estamos tendo bons transtornos”, ao se referir que nenhuma conversa é desperdiçada pelo adiantar da hora, uma vez que o casal não gosta de pedalar à noite e muitas vezes as conversas se estendem na pausa para o almoço.
Eles procuram passar por municípios e povoados pequenos, onde, segundo o casal, se escondem belas paisagens, belas histórias de vida. 
Assim eles relatam até mesmo o aprendizado obtido no trevo de Palmas, onde se conta a história dos tropeiros por meio de estátua e de mosaico que remete às primeiras formas de marcação do gado com ferro quente.
Para contar todas essas histórias e muitas outras que ainda vão fazer parte do roteiro, o casal conta com as publicações de Lina, a irmã de Belani em seu perfil no Facebook (Lina Niedermeier). A entrevista completa também está disponível no site do Diário.
E para quem pensa que este pode ser o grande desafio dos dois em termos de longas distâncias de bicicletas, eles não descartam a possibilidade de a próxima aventura ser chegar ao Uruguai.  

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