Vanilla

A trégua de Kiko e Malhado

Bichos deixam a clássica diferença de lado no terceiro livro da série infantil escrita por Luiz Marini

 

Nelson Junior

Vida de cão e gato é comer e dormir. Menos para Kiko e Malhado, o gato chato e o cachorro pulguento criados pelo escritor pato-branquense Luiz Marini. Protagonistas de uma série de livros, cujo terceiro volume, “Kiko e Malhado – Os três Coelhinhos da Páscoa”, chegou às lojas em abril, a dupla já viveu aventuras suficientes para se livrarem do perfil de passivos animais domésticos.Na obra os personagens se veem em uma missão de resgate de três coelhinhos da páscoa, que vão até a cidade para retribuir a visita que Kiko e Malhado os fizeram no livro “Férias na Fazenda”, o segundo da série.

 

Marini explica que a aventura pascal foi pensada no improviso, pois não fazia parte do cronograma da saga, que segundo o autor, já está escrita até o sexto volume.“Quis fazer uma homenagem às crianças, aproveitando a proximidade da páscoa”, revela. A ideia materializou-se em uma semana, e foi lançada dez dias antes do feriado religioso.A empolgação de Marini justifica a homenagem. Seus livros e personagens caíram no gosto da criançada e contam com um público fiel. Várias crianças estiveram no lançamento do terceiro livro, e o autor já palestrou em feiras literárias regionais, como a de Mariópolis. “Na rua me perguntam quando sairão os próximos volumes”, relata.

Personagens

Kiko e Malhado são uma espécie de alter ego de um cão e um gato que de fato existiram e foram propriedade do autor. Marini já havia escrito e publicado romances adultos antes de ser instigado por um amigo a escrever para o público infantil. Sem uma intenção literária definida, Marini conta que apenas sentou em frente ao computador e os personagens surgiram junto com a história.

Kiko e Malhado se provocam e chegam a brigar durante as tramas, mas fica claro que a rixa é uma expressão atravessada de amizade, tanto que os dois se unem para resgatar coelhinhos no livro mais recente.Mesmo com os seis livros que já diz ter escrito, Marini não tem pretensões ou muitos planos para Kiko e Malhado. As coisas irão acontecendo assim como surgiram.Ele só tem a certeza de que o gato, o cachorro e seus donos não vão envelhecer, mesmo que a série alcance o enésimo capítulo. “Não consigo imaginá-los velhos. É como a Mônica (de Maurício de Sousa), pra mim será sempre uma criança”.

Classificados