Nelson da Luz Junior
Marcinho Pereira se apresenta no festival de Montreux

O baterista Marcinho Pereira participou da programação da 51ª edição do Festival de Jazz de Montreux, maior evento do gênero no mundo, que acontece de 30 de junho a 15 de julho na cidade de Montreux, na Suíça. 

Marcinho se apresentou com a banda Pegada Brasileira no último dia 2 de julho, no bar El Mundo, espaço dedicado à música latina que integra o circuito alternativo da imensa agenda de atrações do festival. Formada por músicos brasileiros, o grupo apresentou um repertório mais comercial, que foi desde forró a música sertaneja.

Marcinho, no El Mundo, espaço dedicado à música latina no festival de Montreux (Reprodução/Facebook)

Além da apresentação, os músicos também tiveram a oportunidade de circular pelo evento e pela cidade. De acordo com o site do festival, são pelo menos três grandes casas de shows, além dos espaços alternativos de música latina, rock, blues, música eletrônica, entre outros. “Parece mais uma feira das que temos no Brasil, com stands de vários produtos para venda. O país inteiro, em teoria, vai a Montreux”, conta o músico. 

Segundo ele, a maior parte da programação é gratuita, exceto pelas principais atrações, como Herbie Hancock, lenda do jazz que se apresentou no mesmo dia que Marcinho, e que cujo ingresso custava 265 francos suíços (Cerca de R$ 900,00, na cotação do dia 04/07). Pet Shop Boys, Fleet Floxes, Tom Jones, Metronomy e Brian Wilson são outras atrações de alto calibre confirmadas. 

Marcinho conta que o passeio do grupo pela Suíça foi breve, mas o suficiente para notar a organização do país. A música brasileira, presença constante no festival, foi bem recebida. “Passando por Genebra, paramos num posto policial onde uma brasileira perguntou sobre a noite do Brasil, e lamentou não poder ir”, relata. 

Natural de Tapera, Rio Grande do Sul, mas casado com uma pato-branquense, Marcinho Pereira está em Florença, na Itália, desde o ano passado, onde estuda bateria de jazz no conservatório de música Luigi Cherubini, formação que equivale a uma graduação de terceiro grau no país. 

Nos últimos quatro anos, quando estava em Pato Branco, o músico tocou com vários artistas e grupos locais como Diego Guerro, Paulo Octávio de Mello e Orquestra Sanfônica, além de ter gravado trabalhos locais no EQ Estúdio.
Na Itália, além de estudar e se apresentar com o Pegada Brasileira, o músico diz estar buscando interagir com músicos italianos. “Tento me envolver com os italianos, participar do mundo deles, para não ficar numa espécie de ilha brasileira na Europa”, conta.