Nelson da Luz Junior
La Reserve, e o fino da bossa da música regional

Músicos: quem são? Onde vivem? Do que se alimentam?...

Marcinho Pereira, ganhando a vida (Reprodução/Youtube)

Nestes tempos em que artista precisa provar que trabalha, estas perguntinhas zombeteiras de meme de internet até que são bem-vindas, e o projeto La Reserve ajuda a responder algumas delas.

A ideia é simples: colocar talentos regionais na frente de uma câmera para falar sobre suas vidas e carreiras, e depois, filmá-los fazendo o que sabem fazer de melhor, ou seja...trabalhar.

“É um concerto gravado ao vivo! A escolha, até então, foi de pessoas que tentam contribuir para a boa música de alguma forma, mas não necessariamente clientes, a exemplo da Ju, que foi nosso primeiro contato profissional. Não tínhamos um histórico (dela) antes, embora conheça o seu trabalho há muito tempo”, explica Kassio Todescatt, do Estúdio EQ, em Pato Branco, onde a brincadeira acontece.

A “Ju” é a cantora e professora Juliane Baseggio, de Mariópolis, que já arrepiou muita gente cantando em eventos e festivais. O baterista Marcinho Pereira também já deu seu depoimento para o La Reserve.

Segundo Kassio, mais vídeos devem ser divulgados mensalmente.

Um bate papo com o batera da Futhärk

Nesta sexta-feira (13), a banda Futhärk, de Guarapuava, se apresenta pela segunda vez em Pato Branco. O grupo será a principal atração de uma festa que deverá ter gente fantasiada de pirata, viking e outros personagens, nórdicos ou não. É a segunda edição da Pirates of Black Stone, que acontecerá na Aria, a partir das 22h, e terá ainda as bandas Southkiller e Dogs of Justice, de Pato Branco. A banda também deve voltar a região em junho, para uma apresentação em Francisco Beltrão.

(Foto: Anariel K. Sanchez)

Formada por Plinio Nogara, Pedro Wünsch, Guilherme Wichinhoski, Hellen Wichinhoski, João Wünsch e Felipe Raul Rachelle, a Futhärk toca folk metal, ou seja, mescla guitarras pesadas com instrumentos como acordeom, flauta, gaita de fole e letras sobre Thor, Odin, trolls e outras figuras da cultura nórdica.

Conversamos com o baterista Felipe Raul Rachelle sobre a banda, o estilo, e a cena de rock e heavy metal do Paraná na entrevista que você confere a seguir.

 

Blog - O que significa Futhärk?

Felipe - A Futhärk é o alfabeto rúnico nórdico. Ele é composto por 26 runas, se não me engano, cada uma representando um arquétipo dos homens. E cada uma delas representa um deus, no panteão nórdico. A Futhärk seria a junção de todos esses arquétipos do universo, força, sabedoria, amor, espirito, as quatro estações.

 

Blog - Eu ouvi o som de vocês e lembrei de coisas como Blind Guardian, Hammerfall, e outras bandas da parte norte da Europa. As influências da banda são mais ou menos por aí? Tem mais coisa? Ou eu preciso ouvir vocês um pouco mais?

Felipe Raul Rachelle – Hahahaha. Na real essas pesam para um estilo mais power. Nossa vibe é o folk mesmo. Mas sim, boa parte de nossas influências são da Europa mas incorporamos ao nosso som tudo que nos agrada; sons aqui do Brasil, do oriente, vai da vibe que sentimos entende?

Mas como referência, bandas como Korpiklaani, Turisas, Ensiferum, Arkona, acho que se aproximam mais do som que tiramos. A grande questão é abraçar o paganismo, com flertes mais fortes com as culturas nórdicas da Europa. Se você pegar as nossas letras, aparecem várias referências a Odin, Thor.

 

Blog - E como foi que vocês se encontraram e decidiram tocar juntos?

Felipe - Nós nos conhecemos na faculdade em 2013, decidimos tirar um som no meio do ano, e em outubro daquele ano oficializamos a banda. Em novembro e dezembro já fizemos shows.

Nosso elo de ligação foi a Hellen, baixista. Ela estudava comigo na faculdade e me apresentou ao seu esposo, o Guilherme, nosso guitarrista. Aí jogamos nessa salada dois amigos meus, Pedro e João, o outro guitarrista e o gaiteiro, e um amigo do Gui e da Hellen, o Plinio, nosso vocalista.

Inicialmente, nosso baixista era o Gilvan, um cara que estudava comigo na faculdade, ele fez seis shows conosco, mas houveram problemas internos e ele acabou saindo, e quem assumiu o baixo foi a Hel. Sempre constituímos a ideia de família/banda, mas a entrada da Hellen como membro transformou todos esses lados. Hoje somos uma familiona mesmo.

Esse é o Felipe (Foto: Toni Fotografia)

Blog - A gaita seria o elemento folclórico brasileiro da banda? Ou é um instrumento tradicional do folk metal?

 

Felipe - Muitas bandas já utilizam sabe? Na Europa é muito comum. No nosso caso, além da gaita, usamos flautas e a gaita de fole também. A vibe brazuca estaria mais na nossa vivência, nas pinturas que usamos e tal.

Blog – Tem muita literatura nas inspirações para compor? Como funciona esse processo e quantas faixas vocês lançaram até então?

 

Felipe - Olha, as músicas sempre são compostas por todos juntos, em reuniões que levam o dia todo. As letras vêm de leituras e inspirações mesmo, a maior parte delas quem faz é o Plinio e eu. Até o momento, lançamos oficialmente quatro singles.

Blog - Além das músicas de vocês, como será o repertório do show?

 

Blog - Metade é autoral. Temos algumas músicas que não foram gravadas ainda. A outra metade, covers de grandes nomes do folk metal, como Korpiklaani, Turisas, Ensiferum, e uns deaths, como Amon Amarth, por exemplo.

Blog - Como você avalia a cena de heavy metal em Guarapuava e no Paraná?

 

Felipe - Vou te dizer que em Guarapuava temos uma das cenas mais fortes do sul do Brasil. Prova disso são as mais de 50 bandas que a cidade possui.

Muitas autorais, algumas covers, que se revezam em vários eventos que acontecem aqui todo ano.

A meu ver, o grande problema ainda é a falta de espaço e um pouco de preconceito com o rock, principalmente com as vertentes mais extremas, como o metal, por exemplo. Uma casa de shows regular prefere trazer cinco ou seis vezes no ano um "Legião Urbana Cover", lá de Curitiba, do que ceder espaço para as bandas da cidade, entende? As autorais são as que mais sofrem com isso.

Mas nos últimos anos isso tem mudado. Festivais como o Guarapuava Rock City, o Maquinaria Rock Field e o Saia da Garagem tão promovendo as bandas aqui sempre.

Aí acaba sendo uma via de duas mãos. Por um lado, temos isso, e por outro temos muitas bandas que não buscam se profissionalizar, não no sentido de "viver de música", mas de estudar, ensaiar, produzir.

Esperamos que surjam mais eventos, mais pessoas promovendo. Por exemplo, vamos pela segunda vez tocar aí em Pato Branco, e mês que vem, vamos estrear em Francisco Beltrão. Quanto mais se faz, mais movimenta, mais aparecem as oportunidades.

Notas de uma noite em Pato Branco

O resumo da história é o seguinte: O estúdio Musicalbox completou 10 anos de fundação, e convidou algumas bandas para tocar em sua festa de aniversário, na boatinha do Clube Pinheiros. Um rolê solidário, que arrecadou 600 kg de alimentos para a Casa Abrigo de Pato Branco, sorteou horas de ensaio, brindes e foi até a madrugada.

O que eu vi, e ouvi, foi isso:

João Petralha/Pequenos Clicks
Moçada suingando

 

Nostalgia

Muita gente levou pra casa de presente uma cópia de “O Herói”, único disco da Pessoa Pública, banda responsável pelo nascimento do Musicalbox, formada em 2005 por Harley Silva, Ediney Bugança, Júlio Souza e Jean Buzzello.


Lá se vão 11 anos

 

Julio Koth, da aposentada, porém clássica Jardim Elétrico, deu uma canja de Beatles junto com a Painkillers e fez uma turma lembrar de noites passadas naquele mesmo lugar. A nostalgia foi ainda mais fundo quando ele, sozinho, tocou Benedito. “É tipo a Let it Be de Pato Branco”, meio que brincou Leonardo, guitarrista da Colostro. Dá pra dizer que é mais ou menos por aí, visto que tinha gente cantando que mal tinha nascido quando a música foi lançada.

João Petralha/Pequenos Clicks
Julio Koth. Estava por ali...arranjou um bico

 

Baile caribenho

A Nu.K.Fel, banda formada por imigrantes haitianos (leia mais) levou vários conterrâneos para o show. Com músicas que parecem não terminar mais, o grupo botou o povo pra dançar, inclusive cabeludos com camiseta do Iron Maiden e a moça do caixa. Foi bonito.

João Petralha/Pequenos Clicks
Nu.k.Fel

 

Fãs

Várias pessoas usavam camisetas da Dying Suffocation, banda de doom metal de Pato Branco que já chamou atenção de gente graúda lá na Europa (leia mais).

João Petralha/Pequenos Clicks
Dying Suffocation in the dark

 

 

A maioria do repertório da Colostro é formado por músicas autorais, e tinha gente cantando várias delas. No fim do show, do lado de fora, um grupinho cantava “Here I am, Here I am beside youuu” enquanto erguia um rapaz. Em ambos os casos, sinais espontâneos de reconhecimento.

Nelson Junior
Colostro

 

João Petralha/Pequenos Clicks
Conhece alguma?

 

Covers responsa

A Painkillers deu as caras poucas vezes ao vivo, mas já deu pra perceber que é o tipo de banda que toca covers menos prováveis, daqueles que você precisa consultar o amigo do lado pra te lembrar que música é aquela, apesar de você já estar cantarolando. The Who (The Seeker), Coldplay, Smashing Pumpkins, Cream, Deep Purple (Black Night) e Pearl Jam (I am Mine) são algumas das bandas homenageadas pelo trio, que já mereceria respeito só por acrescentar The Raconteurs ao seu repertório.

Nelson Junior
A Painkillers. Jack White teria gostado

 

A noite teve ainda Offensive Decay, Gardênia, Nort Moscow, Ellevan e Petxe e Seus Capangas. Mais fotos aqui.

Marcelo Archetti abre para Humberto Gessinger com novo repertório

Show acontece sábado, em Curitiba. Cantor de Pato Branco tocará faixas do seu primeiro álbum, que deve sair até o início de julho

Os fãs de Marcelo Archetti terminarão a semana com duas boas notícias. Uma delas é que o primeiro álbum do cantor, anunciado desde o ano passado, já tem pelo menos um prazo para lançamento: não deve passar do início de julho.

A outra é que o repertório do trabalho poderá ser conhecido já no próximo sábado (30), mas quem quiser matar a curiosidade precisará ir até Curitiba. Na data, Archetti abrirá o show de Humberto Gessinger, que acontecerá no Teatro Positivo. A apresentação está marcada para as 20h. “É como se fosse a primeira apresentação de uma futura turnê”, disse o músico em entrevista por telefone.

E será um show com banda completa, a mesma que está participando das gravações em estúdio sob o comando do produtor Maycon Ananias, que já assinou trabalhos com Maria Gadú e Tiago Iorc.

O trabalho, ainda sem título, terá oito faixas compostas por Archetti, todas com letras em português. Segundo o cantor, apenas duas faixas já vieram a público, executadas em um programa da RPC TV.

Apesar da projeção alcançada pela participação no programa The Voice Brasil, Archetti segue com sua carreira de forma independente. “Eu estou me sentindo feliz e muito esperançoso com os novos rumos da carreira. O The Voice teve uma função importante, pois me revelou para as pessoas, que pesquisaram a meu respeito e viram que eu já tinha começado um trabalho, que agora quero consolidar. E eu pretendo que as pessoas me vejam como um artista e não como um ex - participante do programa”, detalha.

Esquenta

Também no sábado, Archetti deverá fazer uma dobradinha no shopping Crystal com a cantora Allice Tirolla, que também participou do The Voice Brasil. A dupla fará um set acústico a partir das 16h30.

Estranjero e Nort Moscow lançam novos clipes

E continua a safra de lançamentos pelas bandas do Sudoeste. A Estranjero, de Francisco Beltrão, e a Nort Moskow, de Pato Branco, lançaram clipes novos na semana passada. Vamos por partes:

 

Estranjero

“Destroyer Hole” é o vídeo da nova faixa da Estranjero, que até o ano passado se chamava Bird and Cage. A mudança de nome aconteceu a partir da entrada formal de dois novos integrantes, Ewerton Perotoni, na guitarra, e Victor Baronio, no baixo, que já ensaiavam com a banda há alguns meses. Completam a formação, Maicon Vargas, baterista, e Samoel Pitz, guitarrista, vocalista e compositor.

Segundo Pitz, a banda também está adotando uma nova postura. “Imagem, objetivos, gravações, clipe. Agora tudo é feito na base de reuniões e processos administrativos. Estamos querendo realmente oferecer um trabalho profissional, som bom, material midiático bom, algo profundo de respeito a arte, não apenas fazer um som por fazer”, detalha.

“Destroyer Hole” fala sobre vícios, e faz parte do EP “Long Flights”. Pitz adianta que novas músicas devem aparecer em breve.

 

Nort Moscow

Depois de lançar a versão em CD de seu primeiro trabalho, “O inferno é logo aqui”, que saiu em março, a Nort Moscow divulgou no último sábado (9) o clipe da música “Sonnora”, o primeiro vídeo do gênero lançado pela banda. O trabalho conta com a participação de Victor Guilherme, da banda Mattilha, e inclui imagens do show da Nort Moscow na abertura para os gaúchos da Cachorro Grande, que aconteceu no início de abril em Pato Branco.

Novas fronteiras

Com EP e vídeo clipe engatilhado, Nort Moscow quer ser ouvida além do Sudoeste

Divulgação/Dudu Tomasi
A Nort Moscow. Pensando no futuro

Vários motivos levam alguém a montar um grupo de rock, mas o mais comum é ouvir uma banda inspiradora, um disco, e até mesmo uma faixa, geralmente na adolescência.

Foi mais ou menos isso que aconteceu com os irmãos Veto e Zico Rubas: ouviram Nirvana e Foo Fighters o suficiente para querer fazer igual, ou pelo menos para fazer grunge e hardcore do seu jeito. Hoje adultos – apesar de muito jovens - eles estão levando isso a sério.

Há cerca de um ano e meio fundaram a Nort Moscow com outros dois companheiros de garagem de longa data, compuseram, gravaram suas músicas, soltaram na internet e nesta sexta-feira (1) abriram o show dos gaúchos da Cachorro Grande em Pato Branco.

E estão querendo mais. O EP virtual de estreia “O inferno é logo aqui”, lançado no fim do ano passado, ganhou versão física em março, e um clipe da faixa “Sonnora” deve ser divulgado em breve.

A intenção é cruzar as fronteiras do Sudoeste e a longo prazo se tornar uma banda autossustentável, ou seja,que um dia pague as contas dos músicos.

O projeto começou em Clevelândia, onde os Rubas viveram boa parte da adolescência. “Começamos por conta. Foi pior para o Zico, que não tinha bateria. Compramos uma velha cortando a grama dos vizinhos”, lembra Veto, vocalista e guitarrista base. Completam a formação Felipe Veloso, na guitarra solo, e Enan Gobi, no baixo.

Veto conta que os quatro já tocaram em vários projetos cover antes da Nort Moscow, que surgiu para ser um grupo autoral, com os pés na barulheira dos anos 90 e letras escritas em português.

Lá na frente

Segundo Veto, o grupo pretende chamar a atenção de outros mercados e assim se tornar relevante. Para isso é preciso tempo e dinheiro. “Todos trabalhamos em outros lugares, conciliar é difícil.Gastamos muita grana agora, com os CDs e o clipe estamos na fase de investimento”, detalha. A inspiração são outras bandas, hoje reconhecidas a nível nacional, que fizeram o mesmo.

Novas composições também estão nos planos. Duas delas, “Treze” e “Um breve momento de embriaguez” apareceram no show de ontem. “Vale a pena, todo o esforço”, diz o vocalista.

O renascimento da Ellevan

Com clipe novo e músicas engatilhadas, banda procura renovar identidade

A banda Ellevan “está de volta”, assim mesmo, entre aspas. Na semana passada, o grupo de Pato Branco reapareceu na internet com um novo clipe, para a balada “Vamos Dançar”, um vídeo bem trabalhado, com o quinteto tocando de terno em um cenário refinado.

Um retorno com cara de renovação, pois a Ellevan nunca se aposentou. Entre idas e vindas, formações e projetos, pode-se dizer que a banda está na ativa desde 2004, e seu embrião é ainda mais velho.

A Ellevan prepara o lançamento de pelo menos mais cinco músicas (Divulgação/Dudu Tomasi)

Por meio do vocalista, Leonardo Zatta, a Ellevan surgiu das cinzas da Guest Band, banda formada por pato-branquenses que alcançou uma boa repercussão no início dos anos 2000.

Zatta formou a Guest com outros três amigos. Em Chapecó, onde o vocalista estudava, o grupo venceu uma competição da Rádio Atlântida e gravou uma canção, “Why”, faixa que abriu as portas de uma gravadora, rendeu um CD, todo cantado em inglês.

Entre 2002 e 2003, a Guest Band excursionou pelo Paraná, Santa Catarina, e interior de São Paulo, com direito a shows cheios e tietagem – um vídeo promocional disponível do Youtube ilustra essa fase. Segundo Zatta, a pouca idade dos músicos não ajudou a lidar com a situação, e depois de vários desentendimentos a Guest acabou.

Em 2004, o vocalista fundou a Ellevan, ainda em Chapecó. O novo grupo gravou um álbum e teve uma faixa, “Where are you?”, tocada por uma rádio japonesa. Mas foi a partir de 2009 que a banda começou a se consolidar.

De volta à Pato Branco, Zatta se juntou ao baixista Robson Buzzello e ao guitarrista Julio Souza, o núcleo base da Ellevan desde então. Completam a formação atual o tecladista Ithalo Hespanhol, e o baterista Tobias Toassi.

O grupo passou a fazer shows relativamente frequentes em casas noturnas de Pato Branco, da região sul do país, e até do Paraguai, além de lançar algumas músicas próprias na internet.

Nova fase

Segundo Zatta, a Ellevan entra em 2016 com a meta de aprimorar uma identidade própria, procurando deixar de lado uma imagem que os acompanha há vários anos, a de ser uma espécie de banda cover de Bon Jovi. Zatta e Jon Bon Jovi tem timbres de voz parecidos, o que gera comparações desde os tempos da Guest.

O primeiro passo foi o lançamento do clipe de “Vamos Dançar”, a primeira de outras cinco músicas que devem ser divulgadas até a metade do ano, todas pela internet.

Julio Souza conta que a estratégica é usar a rede para divulgar a Ellevan, que manterá sua postura de ser competente no palco, fator que ele acredita ter sido crucial para o reconhecimento do grupo e que rendeu frutos. Segundo ele, no ano passado a banda foi convidada a participar de uma seletiva para o programa Superstar, da rede Globo. Zatta também participou de seletivas para o The Voice Brasil.

Os novos tempos também favorecem a qualidade do material em estúdio, onde a Ellevan também quer fazer bonito. “Temos todas as ferramentas na mão, tudo se tornou mais fácil do ponto de vista de custo. Nossa ideia é fazer algo que não deva em qualidade para bandas importantes dentro do nosso estilo”, completa o vocalista.

Southkiller lança vídeo para a faixa “Warfare”

Andres, Diogo, Guilherme, Douglas e Bruno. A Southkiller (Divulgação)

A Southkiller, banda pato-branquense de thrash metal, lançou recentemente um vídeo para “Warfare”, sua primeira faixa autoral. Fundada em 2014 pelos guitarristas Guilherme Caldato e Douglas Ortlieb, a Southkiller já circulou pelos palcos de casas noturnas e festivais locais como o UTFPR in Concert, Balada Infernal, Tora o Pau e Rock in Jeff, e agora começa a produzir suas próprias canções.

Hoje completam a formação Diogo Kohut, no baixo, Bruno Tibes, na bateria e Andres Nezello, no vocal. Influenciada por grupos como Exodus, Pantera, Sepultura, e Slayer, a banda fala sobre a corrupção e o sistema político brasileiro na letra de seu primeiro single. “Ela traz a coesão da política perante os dias de hoje, que oblitera nossa nação e que destrói o sonho do povo”, diz Guilherme Caldato.

O grupo já tem outras duas faixas na manga, que devem fazer parte de um EP ainda sem data de lançamento. Para Caldato, os últimos tempos tem sido favoráveis para a música pesada em Pato Branco. “Há várias bandas de conteúdo gravando seus trabalhos”, justifica.

Ele acredita que apesar do apoio mútuo entre os grupos, a aceitação do público ainda é dividida. “Nem todos que curtem o bom e velho rock’n roll gostam das variações do heavy metal. Muitas dessas bandas de rock nos apoiam, e nós retribuímos. Devemos nos aliar, manter o respeito e apoiar uns aos outros, independente do estilo”, analisa.

 

Dying Suffocation participa de coletânea lançada na Europa

Compilação com 15 bandas brasileiras foi encartada na revista britânica Terrorizer, especializada em heavy metal


Fábio Conterno, Jorge Kichel, Alex Habigzang, Claudio Daniel e André Kichel. A Dying Suffocation (Divulgação)

A banda de doom/death metal Dying Suffocation, de Pato Branco, ganhou um espaço na coletânea “Son of the Carnival of Carnage”, encartada na edição de dezembro de 2015 da revista britânica Terrorizer, uma das publicações especializadas em rock pesado mais respeitadas da Europa.

Esta foi a segunda compilação lançada pela revista apenas com artistas brasileiros. Outras 14 bandas de várias regiões do país também participam do CD. A faixa do grupo a entrar no pacote foi “The Angels”, que faz parte do seu primeiro EP, “When I die”, também lançado em 2015.

Jorge Kichel, baterista do conjunto, conta que a oportunidade de participar do projeto veio através do convite do produtor Ed Rodrigues, da Metal Militia Web radio, de São Paulo.  “Ele viu nosso vídeo no Youtube, curtiu e fez o convite para participarmos”, conta o músico.

Apesar da vasta produção brasileira de qualidade, o heavy metal em geral possui muito mais espaço na Europa, avalia Kichel. Segundo ele, a coletânea já rendeu frutos. “Produtoras de Israel e Inglaterra e uma gravadora da Inglaterra entraram em contato, mas não temos nada certo.  Sobre o EP, apesar de recém lançado e da produção completamente independente, estamos recebendo uma boa crítica”.

“When I die” possui quatro faixas autorais, e está disponível para audição no site da banda. A capa, de acordo com Kichel, foi feita por Marcelo Vasco, artista brasileiro que também assinou a capa do disco mais recente do Slayer.

A intenção do grupo é usar o material para divulgar o trabalho dentro e fora de casa, e preparar o terreno para o primeiro lançamento completo, cujas músicas já estão compostas.

A banda

A Dying Suffocation surgiu no fim de 2014, da vontade de Alex Habigzang, guitarrista, e André Kichel, baixista, de fundar um projeto de doom/death metal. Ambos também tocam na Old Skull Death, velha conhecida da cena pesada de Pato Branco. Completam a formação Fábio Conterno (guitarra), Jorge Kichel (bateria), Claudio Daniel (vocal).

Retrospectiva sonora 2015 (em inglês)

O debate sobre a legitimidade de bandas brasileiras cantando em inglês rende discussão desde que o Sepultura começou a fazer a sucesso. Da nossa parte não tem problema nenhum, e a divisão linguística da retrospectiva 2015 foi só um critério de organização mesmo.

Na segunda e última parte da série, lembramos alguns dos sons que rolaram cantados em inglês.

 

Colostro – So, so clever

Divulgação
Deitos, Faccio e Fantinel

A Colostro entrou em 2015 com novo baterista, Mateus Deitos, natural de Coronel Vivida, e com uma proposta nova de lançamentos. Ao invés de EPs, o trio completado por João Faccio e Leonardo Fantinel resolveu soltar novas músicas aos poucos, financiadas, em parte, pela venda de camisetas. A primeira delas foi “So, So Clever”.

 

 

Christoferson – Scarlet Foot

Daiana Pasquim/Divulgação
A Christoferson. Blues rock do interior

Outro trio de Pato Branco que mostrou trabalho no ano passado foi o Christoferson. Depois do disco de estreia “Buffalo”, de 2013, a banda voltou com mais blues rock de raiz em “Scarlet Foot”.

 

 

The Opposite Of Hate - Beginnings

Reprodução/Facebook
Músicos pelo Brasil - Não coube todo mundo na foto :(

Por aqui também se faz rock progressivo. Não bem por aqui, na verdade. A The Opposite of Hate é um combo de músicos espalhados pelo Brasil, sendo três deles de Pato Branco, o guitarrista Silvério Simioni e os bateristas Marcinho Pereira e Kassio Todescatt. Cada músico gravou suas partes em suas cidades, e dessa colagem saiu “Beginnings”, o disco de estreia, que teve uma de suas faixas na coletânea internacional, “Voices for Hospices”, onde também estiveram gente do naipe de Steve Hackett, ex-Genesis.

 

 

Estranjero – Learn to Fly

Divulgação
A Estranjero, de Beltrão

 

Formada por Samoel Pitz, Mike Vargas, Ewerton Perotoni e Victor Baronio, a Estranjero, de Francisco Beltrão, nasceu das cinzas da Bird and Cage, e investe em música autoral desde o nascimento. No ano passado, a banda lançou Learn to Fly, com três canções próprias.

 

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