Cristiane Sabadin Tomasi
Uma conversa de gente grande

Nessa semana, rolou nos grupos de Whatsapp um vídeo informativo sobre a Pedofilia. Na verdade, a produção é bastante infantil, e tinha que ser, afinal foi o projeto foi pensado para que crianças acima de dois anos já possam ver e o melhor, compreender. Depois de assistir sozinha, decidi convidar minha filha Maria Alice, hoje com quatro anos, para vermos juntas. Sentamos no sofá, como fazemos todas as manhãs, e eu pedi a ela que assistisse com a mamãe a um vídeo bem interessante. Ela sorriu e adorou o convite, porque ver desenhos faz parte da nossa rotina, além de brincar de escolinha, de mãe e filha e salão de beleza... E segue a lista. Bom, vamos aos fatos.

Dei play no vídeo e minha filha prontamente se interessou porque na tela tinha personagens e muitas cores. O enredo explica como nosso corpo é formado e como cada parte dele é fundamental para que tenhamos saúde física e mental. Depois, o vídeo apresenta as descobertas do corpo e como isso acontece naturalmente; cada criança a seu tempo, sem forçar, com tranquilidade. Mas como nem tudo são flores, o vídeo chega ao ponto que se propõe: alertar os pequenos sobre a Pedofilia. Na sequência, surge o mal, representado no vídeo como “qualquer pessoa, seja homem ou mulher”, que se aproxime do seu corpo, de suas partes íntimas.

Na história, fica claro quando a pessoa quer proteger e “toca” na criança sem nenhuma maldade. E o mais interessante, no meu ponto de vista, é que o desenho educativo mostra que os meninos e meninas também podem sentir quando é algo bom para elas ou não. A Maria não tirou os olhos do vídeo do começo ao fim. Depois, ainda conversei e disse que nunca, jamais, outra pessoa, que não seja o papai ou a mamãe, pode ter contato mais íntimo.

Ela me abraçou e parecia entender o recado de que estaremos sempre do seu lado, protegendo de tudo e de todos, e que sim, existe o mal mundo afora.

O que é realmente triste e alarmante são os índices: muitos pedófilos são os próprios protetores, pessoas que deveriam zelar pelo bem físico e psicológico das crianças e adolescentes. Por isso, vale alertar os pequenos sobre como tudo que os rodeia dentro e fora das residências. Eu indico para todas as mães uma conversa com os filhos sobre os perigos que os cercam. Mais do que repassar informações, você vai estreitar os laços de amor e confiança.