Vanilla

Auckland, Nova Zelândia

Nelson Junior

15/01/2016 às 16:41 - Atualizado em 18/01/2016 às 11:13

Uma cidade moderna, de vida noturna intensa e cercada de belezas naturais. Assim é Auckland, a principal metrópole da Nova Zelândia

Syiamalan/CC BY-ND 2.0
Auckland Ferry Terminal


Rotorua possui mais ou menos o mesmo número de habitantes que Pato Branco. Por lá, a rotina é parecida com a de qualquer outra cidade do mundo, exceto por um detalhe não muito agradável, o cheiro de enxofre que domina principalmente as ruas da região central.

O odor peculiar é resultado da atividade vulcânica da região, pois Rotorua, assim como toda a Nova Zelândia, integra o perímetro do Anel de Fogo do Pacífico, uma região “quente” que vai da Oceania à América do Sul, passando pela borda leste da Ásia e oeste da América do Norte.

A localização também tem suas vantagens. Algumas das principais atrações turísticas da cidade são os gêiseres e as piscinas de lama em ebulição. Rotorua é um dos símbolos de uma curiosa convergência entre natureza e modernidade, por estar na região de influência da cosmopolita Auckland, a cidade mais populosa do país.

A natureza exuberante, propícia para a prática de esportes radicais, fez a fama da Nova Zelândia pelo mundo, e seus habitantes sabem disso. De acordo com a estudante de arquitetura Carla Setti de Lima, a preocupação com o meio ambiente é tanta que o fogo do churrasco se faz com gás, e não se costuma soltar fogos de artifício.

Harrison Gulliver/CC BY 2.0
Panorâmica da cidade, com a Sky Tower em destaque

Carla conta que passou um réveillon silencioso por conta disso. Ela esteve em Auckland em 2011, onde ficou por cerca de um ano estudando inglês e imergindo na cultura dos kiwis, como são chamados os neozelandeses – o apelido vem de um animal nativo do país.

Segundo ela, a cultura e os hábitos dos kiwis vêm de um equilíbrio entre a herança dos colonizadores britânicos e do povo Maori, a civilização mais antiga a habitar o país.

Dos britânicos, os habitantes da Nova Zelândia adquiriram a pontualidade a direção pela direita e o apreço pela educação. Carla diz que por lá se lê muito e é melhor não mentir para um Kiwi, pois eles definitivamente não gostam disso. O que chamamos no Brasil de “fazer desfeita” também não é muito bem vista.

A estudante define os kiwis como um povo fechado, o que não é necessariamente um parâmetro ao compará-los com os brasileiros. Carla acredita que a efusividade seja uma marca dos brasileiros, muito admirada no exterior. Ela conta ter conhecido pessoas que diziam adorar o Brasil, mesmo sem nunca ter pisado aqui.

Já os traços Maoris aparecem desde a escola. As crianças do país são alfabetizadas em inglês e no idioma Maori, e os jogadores da seleção nacional de Rugby, os All Blacks, dançam o Haka antes de suas partidas, uma antiga coreografia de guerra usada para intimidar os inimigos.

Natural-Heart/CC BY-SA 2.0
Os All Blacks, a seleção nacional de Rugby, dançando o Haka, antiga coreografia de guerra Maori

Em Auckland, Carla morou em dois bairros, Beach Heaven, de maioria Maori, e o menos abastado Takapuna. Apesar disso, ela conta que mesmo as pessoas com renda menor vivem em casas de alto padrão, se comparadas com as brasileiras.

Cidade

A arquitetura de Auckland é uma soma de elementos modernos e tradicionais. As casas no estilo colonial, mais comuns na área da costa, dividem espaço com modernos arranha-céus.

A cidade também possui vários parques, como o Auckland Domain, e museus históricos e de arte. Dois deles se destacam, o Auckland Museun, com um riquíssimo acervo sobre a cultura Maori, e o Auckland War Memorial Museun, com exposições temáticas a respeito de vários conflitos armados, sobretudo a Primeira Guerra Mundial.

Carla conta que a cidade é plana, o que facilita as caminhadas. O clima da região lembra o do Sudoeste do Paraná, exceto pelos verões amenos, quando as temperaturas dificilmente passam dos 23ºC. A estudante conta ainda que enquanto esteve por lá não testemunhou nenhuma chuva forte.

Outra curiosidade é a fauna e a flora. A Nova Zelândia é um país formado por duas grandes porções de terra e várias ilhas menores. A nação também é uma das mais isoladas do mundo, distante cerca de 2.000 km da costa da Austrália.

Essa combinação de fatores facilitou o desenvolvimento de uma biodiversidade única, com espécies que só existem por lá, como a ave Kiwi. Por outro lado, cobras e outros animais peçonhentos são raridades.

Vašek Vinklát/CC BY 2.0

Crateras da lua, em Taupo

Auckland e a capital, Wellington, ficam na ilha norte, mais turística na opinião de Carla. Na ilha sul se concentra a maior parte da produção agrícola e pastoril. Não muito longe de Auckland, porém, é possível conhecer fazendas onde são treinados cães da raça Border Collie para o pastoreio de ovelhas.

Do alto do vulcão que fica na ilha Motutapu é possível ter a visão panorâmica mais completa de Auckland, e também conhecer parte da vida marinha local.

A região de Whakapapa Village é outro destino interessante para quem gosta de natureza. Ela fica no Parque Nacional Tongariro, região central da ilha norte, e costuma ser visitada no inverno local por praticantes de esqui e snowboard. Também na ilha norte fica a cidade de Taupo, terra de um dos mais altos bungee jumping do mundo, e das crateras da lua, área de gêiseres.

Jeff Hitchcock/CC BY 2.0

Região de Whakapapa

Vida noturna

A noite de Auckland é bastante agitada, sobretudo em Harbour bay, onde há vários bares e casas noturnas. Carla conta que a balada começa por volta das 16h e termina rigorosamente às 2h. A estudante conta que a polícia fiscaliza o fechamento das casas noturnas, e ninguém reclama.

A medida faz parte da cultura e das leis de tolerância zero com relação a motoristas embriagados. “E não existe esperar para terminar a bebida, ou algo do gênero. Quando a polícia aparece, o bar fecha mesmo, e as pessoas vão embora de táxi”, lembra.

Ser pego dirigindo embriagado na Nova Zelândia tem consequências gravíssimas, e isso reflete no baixíssimo índice de acidentes de trânsito. Mesmo assim, os kiwis são beberrões, gostam de destilados e também de abacates. Carla conta que a fruta é consumida com quase tudo, geralmente raspada diretamente da casca.

Plural

Por ser uma região turística é muito comum encontrar pessoas de várias nacionalidades em Auckland. Também é comum cruzar com japoneses, chineses e coreanos que vivem na cidade para estudar inglês.

Carla recomenda visitar a cidade em fevereiro, e quem pretende viajar para trabalhar é bom embarcar com um curso de bartender ou barista. Os kiwis também bebem muito café.

Publicidade
Loterias

MEGA SENA

Concurso 1906 23/02/2017
  • 27
  • 40
  • 33
  • 6
  • 39
  • 60
Publicidade
Publicidade
Publicidade