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A nova literatura brasileira

Nelson Junior Diego da Cruz e Elaine Pacheco (Colaboração)

15/10/2015 às 15:39 - Atualizado em 11/11/2015 às 09:48

Em 2012 a revista literária britânica Granta publicou um livro com os 20 melhores escritores jovens do Brasil. Lá estão Carol Bensimon, Miguel del Castillo, J.P. Cuenca, Daniel Galera, e outros representante de uma turma que começa a ganhar notoriedade em casa.

Segundo o mestrando em letras e professor, Diego da Cruz, essa nova geração se caracteriza pela busca de uma nova estética, quebrando padrões clássicos e modernistas em nome de uma identidade.

Convidamos Diego e Elaine Pacheco, proprietária de uma livraria em Pato Branco, para criar um top 5 da nova literatura brasileira. Confira:

Diego da Cruz

Barba Ensopada de Sangue – Daniel Galera (2013)

Um livro que não pode deixar de ser lido. A saga é altamente introspectiva, embora o protagonista circule por muitas cidades em busca da verdadeira história do seu avô. Sem querer ser bairrista, mas boa parte do livro se passa em Pato Branco. O livro já foi traduzido para mais de dezessete línguas e premiadíssimo, o que fez do autor uma promessa da literatura internacional. Uma narrativa forte, um livro pra ser devorado.

Eles Eram muitos Cavalos - Luiz Ruffato (2001)

A literatura deixou de ser tão americanizada ou eurocêntrica e escritores latinos, africanos e asiáticos estão sendo muito lidos mundo afora. Luiz Ruffato se destaca neste cenário, sintoma disso foi o seu discurso contundente na abertura da feira do livro de Frankfurt em 2013. Ele abriu as próprias portas com o lançamento desse livro, que flutua entre gêneros, se torna dinâmico e fiel à construção literária da cidade de São Paulo. Uma obra fundamental.

Os Últimos Soldados da Guerra Fria - Fernando Morais (2011)

Na ficção jornalística o Brasil tem o internacionalmente reconhecido Fernando Morais, que em nesse livro relata a realidade da Rede Vespa. Doze cubanos encarregados de se infiltrar na inteligência americana para poderem prever os ataques terroristas que os americanos faziam contra Cuba. O livro é riquíssimo em fotografias e documentos secretos das inteligências dos dois países, além de ter se tornado mais um importante documento histórico desta relação Cuba-EUA.

Elaine Pacheco

Trapo - Cristóvão Tezza (1988)

O catarinense, radicado no Paraná, publica livros desde o início dos anos 1980, mas foi com o prêmio Jabuti por O Filho Eterno, de 2007, que Tezza foi projetado. Em Trapo, um professor universitário aposentado recebe mil páginas inéditas do poeta Trapo, jovem apaixonado e suicida. Tezza descreve cenas e situações muito bem.

Não se apega, não – Isabela Freitas (2014)

Boa parte dos adolescentes começam a ler na internet e depois migram para os livros de seus autores e blogueiros favoritos. Foi assim com a blogueira Isabela Freitas, que transferiu seu sucesso on-line para as livrarias. O livro conta a história de uma menina que decide largar o namorado e desapegar das coisas que lhe fazem mal.

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