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São Miguel das Missões

Francione Pruch (colaboração)

22/07/2015 às 10:46 - Atualizado em 22/07/2015 às 11:47

Em várias etapas da história da América do Sul colonial os padres jesuítas foram o braço forte da Igreja Católica. Através deles os índios eram catequizados à fé cristã, ampliando assim o poder da igreja e também de Portugal e Espanha pelas terras do continente

Fernando Gomes/Prefeitura de São Miguel das Missões
Fachada principal das ruínas

No início do século XVII, os colonizadores tinham interesse em navegar os rios da Bacia do Prata, atividade então dificultada pelas populações indígenas. Foi aí que os jesuítas entraram com suas reduções, verdadeiras comunidades onde padres e índios conviviam em suposta harmonia. No noroeste do que hoje é o Rio Grande do Sul a primeira delas foi criada em 1626 pelo Padre Roque Gonzáles de Santa Cruz.

A partir daí foram criadas pelo menos outras 25, sendo as sete últimas no chamado segundo ciclo missioneiro, iniciado por volta de 1680. Depois de uma série de acordos, tratados de revisão de fronteiras entre Portugal e Espanha e até uma guerra, as reduções foram aos poucos sendo abandonadas.

Hoje, parte das ruínas dos Sete Povos das Missões ainda está de pé, assim como os descendentes de seus moradores indígenas. No município de São Miguel das Missões está o que restou da redução de São Miguel Arcanjo, fundada em 1687. As ruínas atraem centenas de visitantes interessados em conhecer um pouco mais sobre as causas e consequências desse importante capítulo da história brasileira.

Fernando Gomes/São Miguel das Missões
A cruz na entrada das ruínas. Colônia tinha importância religiosa e política

Por que ir?

É um local muito interessante, onde se pode conhecer um pouco de um capítulo importante da história não só do sul do Brasil, mas de toda a América Latina. O lugar é um museu a céu aberto, pois a estrutura material, as ruínas das construções erguidas no período da influência dos jesuítas ainda estão lá.

O que fazer?

Em primeiro lugar aproveitar o ambiente. A paisagem do Rio Grande do Sul é fantástica em qualquer ponta do estado, mas em Sete Povos das Missões ela tem um destaque especial.É imprescindível conhecer o sítio arqueológico de São Miguel, onde estão as ruínas, imponentes e muito bonitas.

Há também um museu na mesma área, com exposições que ajudam a entender melhor o que aconteceu naquela região. À noite é possível assistir ao show de Som e Luz, projetado nas ruínas, que dura cerca de uma hora e resume um pouco a história do local.

Odan Jaeger
Crianças brincam na aldeia Guarani

Outra opção de passeio é a visita ao Santuário Caaró, e a aldeia Guarani, que fica a cerca de meia hora de viagem do município de São Miguel das Missões. Lá é possível se aprofundar mais na cultura indígena, conhecer os valores repassados de geração a geração, o artesanato, as músicas e brincadeiras. E se tiver tempo, pode até jogar um futebol com os índios.

Onde se hospedar?

No município há vários hotéis. Eu me hospedei no Tenondé Park Hotel, local que remete muito ao aconchego familiar, tem arquitetura colonial, tirando de sua decoração a lembrança dos hotéis tradicionais.

Como chegar?

Eu visitei São Miguel das Missões com uma excursão. As excursões escolares ou via empresas de turismo são uma das formas mais comuns de se conhecer a cidade. Porém também é possível ir de carro tranquilamente, o que torna o passeio mais acessível em alguns lugares de visitação na rota das missões.

Dicas

Antes de visitar é importante ler um pouco a respeito da história de Sete Povos das Missões, para já chegar com um conhecimento básico sobre o lugar.Leve um tênis confortável, de preferência os de caminhada, e roupas leves, caso você visite as aldeias indígenas. Leve também um agasalho, pois à noite costuma fazer frio.

São Miguel das Missões/Rio Grande do Sul/Brasil

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