Vanilla

De bike pela África

Nelson Junior

29/07/2015 às 16:18 - Atualizado em 29/07/2015 às 16:36

Em livro, jornalista conta a aventura de cruzar o continente africano de norte a sul

Divulgação
Alexandre Nascimento e seu veículo

Cerca de 12 mil quilômetros separam a cidade do Cairo, no Egito, da Cidade do Cabo, na África do Sul, uma distância absurda para se percorrer por terra. Mais absurda ainda se o veículo for uma bicicleta.

A distância, porém, não assustou o jornalista Alexandre Costa Nascimento. Ele foi um dos mais de 50 ciclistas que participaram, em 2013, do Tour d’Afrique, a maior expedição de ciclismo do mundo em distância e número de etapas. Nascimento conta os detalhes dessa viagem no livro “Mais que um leão por dia”, recém lançado pela Editora Nova Cultura.

Na obra, o autor aventureiro relata desde a preparação até as várias curiosidades do trajeto, que cruzou 11 países e foi percorrido em 121 dias. Nascimento é do interior de São Paulo, e hoje vive em Curitiba. Fã de bicicletas desde a infância, o jornalista assinava o blog Ir e Vir de Bike, hospedado no site do jornal Gazeta do Povo, onde escrevia sobre ciclismo e mobilidade urbana. O blog continua no ar, mas hoje em um domínio próprio (irevirdebike.com.br).

A ideia de percorrer distâncias maiores foi inspirada na história de um amigo, que viajou da Guatemala a Curitiba de bicicleta. Para o Tour d’Afrique, Nascimento embarcou com seu preparo físico já afiado por pedaladas diárias e descidas frequentes ao litoral.

Ele explica que seria impossível simular as condições climáticas do percurso, que variaram de 0 grau a até 43°C. A aventura foi feita em etapas, com paradas para dormir em acampamentos, transportados pelas equipes de apoio da prova.

Continente

Dos países visitados por Nascimento, a Etiópia foi um dos mais curiosos. Por lá não houve colonização estrangeira, o que contribuiu para que o país desenvolvesse uma cultura peculiar.

Ele conta que os Etíopes seguem um calendário próprio, atrasado em alguns anos com relação ao calendário gregoriano, utilizado na maior parte do mundo; um novo dia começa a partir do nascimento do sol, e a religião mais comum é a cristã ortodoxa etíope.

Quanto ao resto do continente, Nascimento diz que vários países estão emergindo e atraindo investimentos de empresas estrangeiras. “Eu diria que a África é um continente de oportunidades”, frisa.

Parte da receita com as vendas do livro será doada para a fundação Tour d’Afrique, e será convertida em bicicletas doadas a comunidades de países por onde  passa a jornada.

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