Região

CPF na nota ou ajudar uma entidade?

Marcilei Rossi

06/01/2017 às 00:00 - Atualizado em 06/01/2017 às 00:00

 



 

Desde agosto de 2015, o questionamento “CPF na nota” se tornou uma constante nos estabelecimentos do Paraná. Assim, segundo relatório no site do programa Nota Paraná, a distribuição dos 30% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) pago em estabelecimentos comerciais do Estado, atingiu R$ 300 milhões ainda em setembro de 2016. Já com relação aos sorteios que são realizados mensalmente, a repartição dos prêmios totalizou desde seu início, até agosto de 2016, R$ 38,7 milhões.

Juntos, os dois montantes totalizam R$ 338,7 milhões e fica um pouco abaixo da metade do valor estimado pelo governo para o período de dois anos que é de R$ 770 milhões.

O programa, que garante ao contribuinte o retorno do imposto desde que o mesmo faça o cadastro, também atende a instituições sociais.

No Estado, são 828 instituições já cadastradas, que de julho a dezembro de 2016 receberam juntas R$ 7,5 milhões de retorno do ICMS e de prêmios nos sorteios.

Do Sudoeste, fazem parte 58 entidades, que no mesmo período receberam R$ 230,2 mil. A maior beneficiada é o Instituto Jeferson Bizotto, de Francisco Beltrão, que até o final de 2016 recebeu R$ 25.178,65.

 

O que faz o instituo que mais recebeu recursos

Há pouco mais de um ano, atendendo a 180 meninos com idades de 4 a 16 anos, o Instituto Jeferson Bizotto atua no sistema de contraturno escolar. Assim, crianças a adolescentes participam por duas vezes por semana da escolinha de futebol, que tem como principal mantenedora a igreja evangélica Luz do Mundo, o que garante aos atendidos toda a estrutura física do CT Luz da Terra, além do material esportivo para treino (uniforme e chuteiras).

Segundo o presidente do instituto, pastor Ronaldo Bizotto, além da cobrança de boas notas na escola e bom comportamento em casa, os atendidos passam por avaliação com cardiologista, professor de educação física, com assistente social e psicólogo, sendo as duas últimas estendidas à família.

Com uma estrutura que muito bem poderia atender um clube profissional de futebol, o instituto tem como objetivo, segundo o pastor, formar cidadãos com princípios de honestidade, integridade, dignidade. “Queremos que os sonhos dessas crianças não sejam limitados pela condição financeira”, pontua.

Com relação aos recursos obtidos pelo programa estadual, o pastor relata que o custo mensal do instituto é superior a R$ 20 mil, assim, os valores recebidos de julho a dezembro, na prática, cobriram as despesas de um ano. “O custo de manutenção de um projeto social é muito elevado”, afirma o pastor.

Formas de arrecadação

Diferente do Instituto Jeferson Bizotto, que não desenvolveu uma campanha específica para a conversão das notas fiscais em recursos para a entidade, mas que conta com a colaboração dos membros da igreja em uma espécie de corrente de solidariedade, entidades de Pato Branco como o Missão SOS Vida Nova, Fundabem e Lar de Idosos São Vicente de Paulo aderiram à coleta de notas em estabelecimentos comerciais.

Na prática, representantes das entidades conversam com os empresários que disponibilizam seus estabelecimentos para a coleta das notas. A exemplo, nos supermercados, o cliente que opta por não colocar o CPF na nota e não quer levar para casa o cupom fiscal também acaba ajudando as entidades, já que eles vão parar nas caixinhas.

Porém, mesmo não deixando a nota fiscal em uma caixa de coleta de cupom, é possível fazer a doação para entidades. Para tanto é necessário que o cupom não tenha sido cadastrado com CPF e que a entidade a ser beneficiada esteja cadastrada no programa. A doação é feita via site www.notaparana.pr.gov.br, no campo entidade.

Confira a lista das entidades beneficiadas

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