Pato Branco

Pato Branco tem queda de 1,30% no valor da cesta básica

Cristina Vargas

11/01/2017 às 06:00 - Atualizado em 11/01/2017 às 06:00

No mês de dezembro, o valor da cesta básica de alimentação em Pato Branco teve uma pequena queda de -1,30%, o que corresponde a uma redução em termos monetários de R$ 4,33. Assim, no mês passado o valor gasto com a cesta básica no município foi de R$ 329,88. Para o ano de 2016, a queda representou -6,31%, ou seja, R$ 6,56.

Apesar da queda no valor da cesta, verificou-se aumento no preço da carne (0,73%) e redução nos preços do tomate (-1,84%), da batata (-37,64%), do feijão (-2,23) e do leite (-3,33%). A maioria das quedas se observa em decorrência das condições climáticas, que no caso do tomate vem favorecendo seu rápido amadurecimento, e no da batata resultou em uma boa produtividade da safra do produto, ampliando assim a sua oferta.

 

Divulgação

A pesquisa apontou alta persistente, mas relativamente moderada, no preço da carne ao longo do ano

Já a alta persistente, mas relativamente moderada, no preço da carne segue amparada pela oferta restrita de animais para abate, segundo informou o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que realiza pesquisa mensal em 27 capitais do país.

As informações sobre os dados locais foram divulgadas nesta terça-feira (10) pelo GEPEAD (Grupo de Estudos e Pesquisa Economia, Agricultura e Desenvolvimento) do curso de Ciências Econômicas da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), de Francisco Beltrão.

O grupo – que é coordenado pela professora Roselaine Navarro Barrinha, da Unioeste, e tem colaboração dos professores Nelito Antonio Zanmaria, de Pato Branco, e Sérgio Luiz Kunh, de Dois Vizinhos – realiza todos os meses a pesquisa “Determinação Mensal do Custo da Cesta Básica de Alimentação” nos três municípios economicamente mais expressivos do Sudoeste: Pato Branco, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão.

 

Na região

A redução no valor da cesta em Dois Vizinhos, no mês de dezembro, foi de -3,22%, o que em termos monetários correspondeu a R$ 10,89. Para o ano, o que se verifica é uma queda de -6,82%, ou seja, R$ 2,78. O valor gasto com a cesta de alimentação no mês passado foi de R$ 327,36.

Já em Francisco Beltrão a queda no valor gasto em dezembro com a cesta de alimentação básica foi de -1,58%, o que corresponde monetariamente a R$ 5,30. No acumulado do ano o que se tem é uma queda de -3,70%, ou seja, R$ 15,83. Em dezembro, o gasto com a alimentação básica em Beltrão foi de R$ 331,33.

 

No país

Em dezembro, a pesquisa mensal da cesta básica realizada pelo Dieese apontou redução no valor da cesta básica de alimentação em 25 das 27 capitais nas quais ela é realizada.

As reduções mais substanciais ocorreram em Aracajú (-5,11%) e Campo Grande (-4,16%). As elevações ocorreram em Manaus (0,22%) e em Rio Branco (0,97%). Apesar do referido, como destacou o Dieese, Porto Alegre e Florianópolis aparecem como as capitais que em dezembro detiveram a cesta de maior valor, R$ 459,02 e R$ 453,80, respectivamente.

O comportamento decrescente no valor da cesta observado no mês de dezembro com relação ao anterior, nos três municípios mencionados deve-se, principalmente à queda expressiva ocorrida no preço da batata e do tomate, bem como na do feijão, como se pode observar na tabela 01 do presente boletim.

 

Análise anual

De acordo com os pesquisadores do GEPEAD, o valor representado pela cesta básica de alimentação em Dois Vizinhos, Francisco Beltrão e Pato Branco apresentou redução de (-6,82%), (-3,70%) e (-6,31%), respectivamente, no acumulado do ano.

“Vale observar que tal resultado se mostrou contrário ao observado pelo Dieese nas 27 capitais do país onde o referido órgão realiza mensalmente a pesquisa da cesta básica de alimentação. Nas capitais do sul do país, como informou o Dieese, a alta acumulada no ano foi de 4,61% para Curitiba, 7,01% para Florianópolis e 8,16% para Porto Alegre”, observaram.

Dentre os 13 produtos que compõem a cesta básica de alimentação alguns apresentaram variações mais expressivas em seus preços no ano de 2016, o que impõe algumas análises mais específicas.

 

Arroz

O preço do arroz subiu no acumulado do ano em todas as capitais pesquisadas pelo Dieese, as variações percentuais ficaram entre 49% em Boa Vista e 6,14% em Belo Horizonte. “Nos três municípios do Sudoeste, no acumulado do ano a variação foi superior a 9,5%. Tal comportamento é explicado por um conjunto de fatores: redução da área plantada em face do aumento nos custos de produção e armazenagem do produto por parte dos produtores com vistas a obter maiores preços. O referido quadro restringiu a oferta obrigando à importação de parte do produto consumido internamente. Assim, a oferta reduzida somada à compra externa do produto num contexto da moeda interna desvalorizada resultou em elevação no seu preço”, explicaram os pesquisadores.

Feijão

O feijão também apresentou alta em todas as capitais pesquisadas pelo Dieese, bem como nos três municípios do Sudoeste paranaense onde o GEPEAD realiza a pesquisa. “No Sudoeste coleta-se mensalmente o preço do feijão preto, assim como é feito pelo Dieese nas capitais do Sul do país, no Rio de Janeiro e em Vitória. Tanto no levantamento do Dieese quanto no do GEPEAD, o feijão preto apresentou alta acumulada no ano superior a 70%. No Sudoeste, chegou a mais de 90% em Dois Vizinhos e em Francisco Beltrão. A alta ocorrida se deve à redução ocorrida na oferta interna, ocasionada pela instabilidade climática que caracterizou o ano de 2016 e pela redução da área destinada à lavoura de feijão em face do aumento destinado ao cultivo da soja e do milho”, ressaltaram.

 

Leite e café

Os pesquisadores do GEPEAD frisaram que o café e o leite integral também apresentaram aumento de preço no acumulado de 2016 para todas as capitais pesquisadas pelo Dieese. Em Francisco Beltrão e Pato Branco os preços do café e do leite seguiram o comportamento observado nas capitais. Já Dois Vizinhos seguiu o aumento no preço do café, porém no valor do leite houve uma redução acumulada de -3,23%.

“O comportamento verificado nos preços do leite ao longo de 2016 é explicado pela elevação no custo de produção, que reduziu a oferta e pressionou os preços. Já o preço do café, por sua vez, sofreu os impactos em face da redução da oferta da produção interna devido ao clima seco, e ainda foi pressionado pela valorização do dólar que tornou mais atraente o mercado externo, como enfatizado pelo Dieese”, observaram os pesquisadores.

 

Açúcar e óleo de soja

O açúcar e o óleo apresentaram no acumulado do ano de 2016, alta de preço em 26 das 27 capitais pesquisadas, segundo o último boletim do Dieese. Nos três municípios pesquisados no sudoeste, no ano, a alta no acumulado excedeu a 17%, no caso do açúcar. “Quanto ao óleo, a alta no ano foi de 15,55% em Dois Vizinhos; 10,16% em Francisco Beltrão; e 5,28% em Pato Branco”.

 

Batata e tomate

A batata e o tomate, por sua vez, apresentaram reduções em seus preços no acumulado do ano, tanto no âmbito da pesquisa do Dieese quanto no da pesquisa da Unioeste. Estas reduções foram em grande parte responsáveis, no Sudoeste do Paraná, pela queda no valor total da cesta em 2016.

Nesses municípios as reduções no ano foram, no caso da batata, superiores a 58%, e, no caso do tomate, superiores a 62%. Nas capitais onde o Dieese efetua a coleta dos referidos produtos, o comportamento foi também de redução.

“Vale ressaltar que apesar do tomate e da batata terem sofrido com a instabilidade climática, o segundo semestre apresentou uma ampliação da oferta em função da safra das águas, no caso da batata, e em função do calor que amadurece rapidamente o tomate, e contribui para pressionar os preços para baixo”, destacaram os pesquisadores.

 

 

 

 

 

 

 

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