Pato Branco

Janeiro, o mês das liquidações

Cristina Vargas

07/01/2017 às 06:00 - Atualizado em 07/01/2017 às 06:00

Fim de ano é tempo de festas e de compras, mas é o mês de janeiro quem leva a fama das liquidações. Conhecido por ser o mês das grandes ofertas, promoções de até 80% e queima de estoques, o mês de janeiro é o queridinho dos consumidores. Há quem espere o ano novo chegar para fazer comprar de produtos de maior valor, como eletrodomésticos, televisores e artigos da chamada linha branca (geladeiras, fogões, lavadoras, entre outras).

Diário do Sudoeste
A população faz fila para entrar nas lojas e conferir os preços convidativos

Na sexta-feira (6), por exemplo, uma loja de departamentos de renome nacional estava com promoção de até 70% em seus produtos, nos setores de eletrodomésticos, móveis, bazar e eletrônicos. Devido ao grande volume de ofertas, chamou a campanha de Promoção Fantástica. Divulgou em rede nacional, por exemplo, que liquidificadores, batedeiras e ferros de passar roupa estariam a R$ 39,90, e que panelas de pressão seriam encontradas por R$ 15,90.

Outra loja de departamentos do mesmo ramo também apostou nas vendas de janeiro e promoveu três dias de promoções, com a campanha Liquidação Bombástica. As promoções relâmpagos já são tradicionais em Pato Branco, assim como em todo o país. A população faz fila para entrar nas lojas e conferir os preços convidativos.

O presidente do Sindicomércio, Ulisses Piva, disse que esta é a oportunidade que o comércio tem de fazer caixa, vendendo seus produtos praticamente a preço de custo. O mês de janeiro, segundo ele, já é fraco em vendas, porque tradicionalmente o pato-branquense viaja de férias no período. Como os comerciantes já tiveram um gasto extra em dezembro, pagando o 13º salário e férias aos funcionários, e janeiro é fraco em vendas, só resta aos comerciantes fazer grandes promoções para manter as contas em dia.

Negociação

Quando há promoções relâmpagos, de um modo geral, as lojas apostam na flexibilidade de negociação e tentam cobrir a oferta do concorrente, e ainda oferecem um ótimo plano de parcelamento.

Porém as megapromoções não acontecem apenas no ramo de eletrodomésticos e eletrônicos. Lojas de calçados, confecções, artigo esportivos e moda íntima também apostam nas vendas de janeiro, para arrematar os estoques com as obras do Natal.

No entanto, os especialistas alertam que por mais que as vitrines estejam atrativas, quem está com dívidas atrasadas, nome sujo e mesmo com o orçamento apertado deve se afastar de tentações. Para vender mais e amenizar as perdas ocasionadas pela crise, muitos comerciantes estão liquidando estoques, fazendo de tudo para atrair o cliente. Porém, comprar sem planejamento, por melhor que seja a oferta, poderá comprometer tanto os pagamentos de começo de ano, como IPTU, IPVA, matrícula dos filhos, material escolar, entre outros, ou ainda agravar uma situação de inadimplência já existente.

Dicas do Idec

As megaliquidações organizadas pelas grandes redes de varejo tem o objetivo de atrair mais clientes. No entanto, de acordo com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), o consumidor deve estar atento aos seus direitos, que devem ser informados claramente pelos lojistas.

Todo início de ano já é marcado por diversos gastos extras. Portanto, antes de se deixar levar pelo bombardeio de ofertas de descontos, é fundamental checar o orçamento, pois a compra de diversas peças mais baratas do que o usual podem acabar saindo caras quando todas as despesas e dívidas são colocadas na ponta do lápis.

Informação clara

No momento das compras, o consumidor precisa conhecer a política de trocas da loja. Para isso, pode exigir que as regras para a troca constem por escrito no recibo de compra ou nota fiscal do produto. Também é preciso ficar atento às falsas liquidações, pois algumas lojas podem aumentar propositalmente o preço dos produtos antes de aplicar o desconto.

É importante que o consumidor esteja atento a quais produtos estão realmente em liquidação. Não é raro que os estabelecimentos aproveitem o momento para anunciar como promocionais preços idênticos aos praticados antes do período. Essa prática pode ser considerada publicidade enganosa e o estabelecimento que a adota pode ser penalizado.

Com o aumento das vendas, as lojas também precisam estar atentas à divulgação dos produtos em promoção, já que é comum oferecerem roupas, eletrodomésticos e até móveis com pequenos defeitos aos consumidores durante as queimas de estoque. Nesses casos, o consumidor pode exigir da loja que especifique na nota fiscal os problemas do produto. O defeito também não pode comprometer o funcionamento, a utilização e a finalidade do produto.

Defeitos

Segundo o Idec, se o defeito for descoberto apenas depois da compra, a empresa é obrigada a efetuar a troca, mesmo que o produto tenha sido comprado numa liquidação. Caso o cliente não tenha sido avisado sobre os defeitos do produto, tem o direito a ser ressarcido pelo dano. Já o fornecedor, após receber o comunicado do problema, tem um prazo de 30 dias para solucioná-lo. Muitas vezes a substituição do produto é a única alternativa, além da devolução do dinheiro. Com essas opções, cabe ao consumidor fazer a escolha.

Nas compras de eletroeletrônicos, uma forma de evitar surpresas quando o produto chega em casa é testá-lo ainda na loja. Mas mesmo assim a loja é obrigada a trocar produtos com defeito.

As condições de pagamento também devem ser levadas em conta na hora da compra. O preço para pagamento com cartão de crédito nunca deve ser diferente do praticado para compras à vista.

Compras à distância

Nos casos das compras à distância, como por telefone ou internet, o CDC (Código de Defesa do Consumidor) assegura o direito de arrependimento do consumidor. Nesse caso, aponta o Idec, a compra pode ser cancelada em até sete dias contados a partir do recebimento do produto. O produto deve ser devolvido e o consumidor restituído dos valores pagos.

Alertam ainda os especialistas que, acima de tudo, é importante evitar as compras por impulso. É prática frequente das lojas colocar as peças da coleção mais recente em liquidação, enquanto peças básicas quase nunca ganham o desconto. Reflita sobre a necessidade de ter aquela roupa ou se está levando só por causa do preço tentador. “Caso o consumidor se sinta lesado ou desrespeitado em alguma compra, pode procurar o Procon”, ressalta o Idec. Em Pato Branco o Procon fica na rua Luiz Favretto, nº 10, sala 7, edifício Rio Madeira, no Centro. O telefone é (46) 3902-1289.

 

 

 

 

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