Pato Branco

Tratamento no Chile pode ser a chance de Pedrinho caminhar

O menino de quatro anos, morador de Pato Branco, nasceu prematuro e desenvolveu sequelas graves depois de uma meningite bacteriana
A mãe Talita e o padrasto Leonardo com o Pedrinho na redação do Diário do Sudoeste na tarde desta sexta-feira, dia 16 (Foto: Cristiane Sabadin Tomasi)

O pequeno Pedro Daneluz, de quatro anos, nasceu prematuro, com sete meses. O parto emergencial se deu devido a uma pré-eclâmpsia desenvolvida pela mãe Talita Daneluz. O problema tem como principal característica a pressão arterial elevada. Consequentemente, o fluxo de sangue para o bebê fica comprometido – ficando mais frágil e sujeito a problemas de saúde.

Apesar da situação de risco, Pedro nasceu normal e precisou ficar internado na UTI neonatal como é de praxe para bebês prematuros. Mas aos 20 dias de vida, devido a uma bactéria presente na unidade de saúde, o menino desenvolveu meningite bacteriana. Depois de 28 cirurgias apenas na cabeça – para tratar hidrocefalia e encefalite – e sete meses de UTI divididos entre os hospitais São Lucas e Policlínica Pato Branco, Pedro manifestou sequelas: não fala, não se firma e não caminha.

Para dar ao filho a melhor evolução possível, a mãe aposta na fisioterapia. O tratamento é realizado em Pato Branco, mas é no Chile que está a grande chance de Pedrinho caminhar. Trata-se do CME (Método Cuevas Medek Exercises), uma abordagem fisioterapêutica utilizada para crianças que possuem alteração no desenvolvimento motor causado por síndrome não degenerativa que afeta o sistema nervoso central.

Talita contou ao Diário do Sudoeste que já viajou ao Chile por duas vezes. Depois das sessões de fisioterapias feitas no país, percebeu a grande evolução do filho. Por isso, quer voltar novamente em novembro deste ano, mas depende do apoio da comunidade para arcar com os valores do tratamento no exterior, que chegam a R$ 30 mil.

“Consegui reunir dinheiro e viajamos as outras vezes. A melhora do Pedro foi incrível. Depois, começamos a fazer campanhas e rifas para retornar. Ele começou a firmar o tronco, fica em pé com apoio. Queremos voltar para continuar o tratamento que é fundamental para meu filho.”

Por mês, a família de Pedro gasta em média R$ 6 mil, entre fonoaudióloga e fisioterapeuta – e segundo Talita, se desdobram para que não falte nada para o menino. “Mas para ir ao Chile novamente, não teríamos condição financeira se não fosse a ajuda da comunidade, já que cada sessão deste método custa UU$ 210.”

Para ajudar na viagem, Talita conseguiu doações que foram revertidas em prêmios e serão sorteados em uma rifa. Ainda falta vender 130 blocos. Além disso, a família promove a Vakinha On-line, que disponibiliza o número da conta bancária.

O objetivo, segundo a mãe, é reunir R$ 60 mil para garantir a viagem de 2018 e dar continuidade ao tratamento. “Não adianta ir agora e não voltar, porque sem o tratamento contínuo a evolução do Pedrinho estaciona”. Até agora as doações da Vakinha ultrapassam os R$ 5 mil.

Outra ajuda de peso veio do time do Palmeiras. Graças a uma amiga de Talita que mora em São Paulo, os jogadores conheceram a história de Pedrinho e se comoveram. A equipe decidiu ajudar e autografou uma camiseta oficial que será sorteada pela família. Inclusive, gravaram vídeos com mensagens de carinho ao pequeno Pedrinho.

 

Criança feliz

Apesar de todos os problemas e das dificuldades do dia a dia, Pedrinho é um menino simpático e extrovertido. Talita disse também que ele é muito calmo, interage bem com os colegas e não tem dificuldades com alimentação. Ainda, graças ao empenho da mãe, Pedrinho já faz as necessidades no banheiro.

Segundo Talita, a grande barreira é não poder trabalhar, afinal, os cuidados com Pedrinho são contínuos. “Ele vai para a escola, faz fisioterapia, toma muitos medicamentos, tem uma rotina normal, mas tenho receio de deixá-lo com alguém.”

O método CME, criado e desenvolvido por Ramón Cuevas, fisioterapeuta chileno, é a esperança de Talita, de familiares e amigos. “Não é 100% de certeza que ele caminhe, mas é uma chance que ele tem e eu preciso ir atrás.”

Conheça mais sobre a história de Pedro Daneluz e como ajudar na página no facebook “Pedrinho quer a chance de andar”. A família mora no bairro Cadorin.

 

Saiba como ajudar o Pedrinho

Conta poupança na Caixa Econômica Federal

Agência: 0602

Operação: 014

Conta: 00144997-9

Telefone/whatsapp: (41) 998061383 ou (41) 996150608

Vakinha on-line: www.vakinha.com.br/ajudeopedrinhoacaminhar