Política

Movimento Sudoeste sem pedágio realiza ato em Marmeleiro

Evandro Artuzi

Ao desembarcar em Pato Branco na quinta-feira (15) em Pato Branco, o governador Beto Richa anunciou a suspensão do processo que vinha dando encaminhamento ao programa de PPP (Parceria Público Privada) do Corredor Sudoeste, conjunto de rodovias que envolvem a PR- 182 no entroncamento com a BR-163; PR-483; trecho da PRC-158, além da PR-280, do trevo de Marmeleiro até o entroncamento com a BR-153 na divisa de Palmas e General Carneiro.

Nem uma semana depois do anúncio do governador, o movimento Sudoeste sem Pedágio voltou a se reunir, desta vez em Marmeleiro, com a presença de técnicos da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).

Segundo o diretor do Sindicato dos Transportadores Autônomos do Sudoeste, Gilberto Gomes da Silva, o movimento é totalmente contrário a instalação de praças de pedágios na região.

Ele também pontuou que com os esclarecimentos dos técnicos da Fiep, entre os próximos encaminhamentos está a formação de uma entidade, muito provavelmente uma associação para que o movimento tenha estatuto e encaminhamento jurídico. “Nosso intuito é que o Sudoeste não seja prejudicado economicamente”, disse Silva.

O Engenheiro da Fiep, João Arthur Mohr apresentou dados referentes às praças de pedágio implantadas no Estado e comparativos com as proposições que vinham sendo feitas antes da suspensão anunciada pelo governador.

“O que vem sendo proposto para região é um valor considerado alto”, pontuou o engenheiro, falando até mesmo que o modelo de gestão deveria ser revisto. Neste quesito, Nohr elencou entre as possibilidades uma gestão local, com atuação dos usuários no sistema de cooperativa [proposta que já havia sido apresentada durante as audiências públicas de Pato Branco e Francisco Beltrão].