Economia

Governo estuda leilão de descontratação de energia de reserva

/ Anne Warth

11/01/2017 às 19:13 - Atualizado em 11/01/2017 às 19:13

Diante de um cenário de sobra de energia, o governo estuda realizar um leilão de descontratação de energia de reserva. O objetivo é reduzir o valor da conta de luz para os consumidores, pois essa energia é paga por meio das tarifas. As informações constam da nota divulgada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), órgão presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

De acordo com o comitê, o País conta com uma sobra estrutural de 8,4 mil megawatts médios (MW) para 2018. Os dados foram levantados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) com base no balanço estrutural entre oferta física e carga de energia. Segundo o comitê, a licitação seria arrematada pelo maior pagamento pela saída, até o montante definido pela EPE. Poderiam disputar o leilão empreendimentos que ainda não entraram em operação. As discussões sobre o modelo serão realizadas no próprio comitê.

"Entre os benefícios dessa descontratação estariam a maior transparência do planejamento e a melhora do fluxo de caixa dos consumidores no presente, ao deixarem de pagar por uma energia cujo custo seria desnecessário e ao receberem valores antecipados pelo distrato dos contratos rescindidos por maior lance", diz a nota do CMSE.

O risco de faltar energia no País neste ano caiu para 0,3% no Sudeste/Centro-Oeste e zero no Nordeste. No mês passado, a chance era de 0,9% e 0,1%, respectivamente. O indicador continua dentro do risco máximo aceitável pelo sistema, de 5%.

Ao longo do ano passado, 9.526,4 MW de energia foram adicionados ao sistema elétrico, além de 4.777 quilômetros de linhas de transmissão, de acordo com o CMSE. Somente em dezembro, foram adicionados 358,1 MW e entraram em operação 443 quilômetros de linhas de transmissão.

No mês de dezembro, as chuvas ficaram abaixo da média histórica em todas as regiões, exceto no Sul, onde ficaram próximas da média, com 98%. Segundo o comitê, elas atingiram 78% da média do Sudeste/Centro-Oeste, 54% no Nordeste e 50% no Norte. Já o nível dos reservatórios no fim do mês passado atingiu 60,2% de sua capacidade no Sul, 33,7% no Sudeste/Centro-Oeste, 18,9% no Norte e 16,2% no Nordeste.

A previsão, para o fim de janeiro, é que o nível dos reservatórios atinja 74,1% de sua capacidade no Sul, 38,9% no Sudeste/Centro-Oeste, 25% no Norte e 18,4% no Nordeste. Para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o CMSE prevê que os reservatórios atinjam entre 13,8% e 37,7% de sua capacidade ao fim do mês de novembro deste ano.

Nordeste

No dia 3 de janeiro, as usinas de Sobradinho e Xingó começaram a operar com uma vazão reduzida, a 700 metros cúbicos por segundo, o menor patamar já praticado na região. Com isso, será preciso contar com a geração de energia por termelétricas para abastecer a região.

Porém, de acordo com o CMSE, Sobradinho voltará a operar com vazão de 850 metros cúbicos por segundo para que seja possível recuperar o reservatório da usina de Itaparica. O estoque de água da hidrelétrica foi reduzido para atender a um pedido da Prefeitura de Penedo (AL).

Para o fim de janeiro, o CMSE prevê que as usinas de Três Marias, Sobradinho e Itaparica atinjam, respectivamente, 29,7%, 13,2% e 8,7% de sua capacidade.

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